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ALEMS 05

16 de maio, 2011 às 19:53

Advogado Marcio Rodrigues

Presidente do DEM - Democratas em Costa Rica (MS)

Advogado Marcio Rodrigues, presidente do DEM (Foto: Luciana Aguiar)

O site Costa Rica em Foco estará realizando no decorrer deste ano entrevistas com presidentes de partidos municipais com o objetivo de apresentar as ideias dos partidos. Estaremos utilizando como critério as mesmas perguntas para todos os presidentes entrevistados.

 

Iniciamos nossos trabalhos com o presidente do DEM – Democratas, Marcio Rodrigues filiado no partido desde 1988 (na época PFL) e que assumiu a presidência no final do mês de abril, veja abaixo:

 

CR em Foco: Quantos filiados possui hoje o seu partido?

 

Marcio: aproximadamente 450, não sei ti dar essa posição com exatidão porque já tem uns dois da última eleição e a gente não fez atualização do banco de dados do partido. É hoje o maior partido com filiados no município.

 

CR em Foco: Qual a representatividade hoje do DEM no município? Possuem-se cargos eletivos, ou alguma secretaria?

 

Marcio: o DEM não possui secretárias porque ele é o partido que realiza oposição hoje, ou pelo menos teria que realizar essa oposição em razão de ter perdido as eleições, mas nos temos dois vereadores eleitos, o Dr. Maia e o Anízio     que na verdade hoje já não é mais de Costa Rica porque foi criado o município de Paraíso então ele é um vereador do município de Paraíso.

 

CR em Foco: Quais as pretensões do partido visando às próximas eleições?

 

Marcio: Eleitoralmente o partido tem definido que tem candidato. Nós temos um grupo de pessoas que nos apoio, um grupo de partidos que representou 42% dos votos da população no último pleito eleitoral e nós entendemos que em respeito a esses eleitores nos temos que manter essa candidatura.

 

CR em Foco: Hoje que posição esta o seu partido em relação à Atual Administração? Aliado ou oposição?

 

Marcio: Essa é uma pergunta um pouco difícil de responder em razão do fato de que a oposição que a gente teria que fazer não vem sendo realizada da maneira que se trabalha uma oposição que é realmente criticar o trabalho do Executivo, criticar o trabalho do próprio Legislativo que é situação, mas um pouco disso também é fruto da própria maturidade eleitoral de Costa Rica em que hoje a gente verifica que desde 2000 quando o ex-prefeito Waldeli ganhou a eleição ele conseguiu fazer uma unificação partidária. Então a oposição tem si pautado muito mais pela conversa e solução das demandas que ela tem do que propriamente em enfrentamento político na Câmara.

 

Isso também creio eu em razão do próprio processo traumático que o município sofreu com o impedimento do ex-prefeito Getúlio Ribas que acabou atrasando muito o município em função da atuação às vezes muito proativa do Poder Legislativo. Às vezes seria mais salutar que o Legislativo deixasse o prefeito concluir o mandato e não rompesse aquela ordem das coisas, poderia fazer com que o município seguisse outra linha, mas de uma maneira menos traumática. Aconteceu em Costa Rica e aconteceu em Cassilândia, você vê que onde ocorreu isso o tempo para o município voltar a se desenvolver...

 

Costa Rica ocorreu o problema em 1192/94, Costa Rica só voltou a se desenvolver a partir de 2002 já no mandato do Waldeli isso porque, ele teve a condição de conseguir conciliar uma série de coisas e em razão da capacidade administrativa que ele tem, de aglutinação, ele tem uma capacidade de aglutinação muito grande e isso foi um benefício muito grande. Você vê que Cassilândia ainda não conseguiu o município está hoje completamente perdido, já foi referência regional nossa e hoje busca referência em Costa Rica e Chapadão. Então o fato do Democratas às vezes não exercer uma oposição tão redundante se deve a essa maturidade. É preferível conversar ao revés de ficar só criticando.

 

CR em Foco: Com a aprovação da Lei que veta coligação nas proporcionais qual a situação do DEM?

 

Marcio: O Democratas de Costa Rica, pelo menos, ele é um partido considerando as últimas eleições ele jamais precisou de coligação para eleger vereadores. Então para nós o fato do Supremo tenha definido que o voto é da coligação não faz diferença porque o voto do partido sempre foi maior. O Democratas sempre que teve em uma coligação teve mais votos que os partidos coligados.

 

CR em Foco: Para você, qual é o grande desafio a ser superado pelo Executivo Municipal visando às próximas eleições?

 

Marcio: Acho que a expectativa. A maior dificuldade do prefeito hoje é a expectativa que a população tem em relação a ele. Eu acho que ele vem realizado um trabalho bem feito, mas ele tem um paradigma muito forte e talvez ele não esteja conseguindo fazer frente ao próprio paradigma. Eu não saberia dizer si se há um problema de ordem administrativa ou se há um problema meramente de divulgação. Não só o marketing, porque marketing sem conteúdo, sem inserne, ele cai rapidamente. Então eu vejo que o prefeito vem trabalhando, vem buscando, eu acredito que ele não tem conseguido demonstrar o que ele tem para fazer.    

 

CR em Foco: Você já afirmou que seu partido tem pretensões em disputar o Executivo Municipal nas próximas eleições, já existe algum candidato em mente, vocês aceitariam o cargo de vice-prefeito?

 

Marcio: Nós nos reunimos ontem (09/05) e definimos que o partido tem candidato. Quando eu digo partido é o grupo que nos temos, então basicamente esse grupo seria o Democratas, o PSDB, PRB, PRTB, há uma parte do PT que esteve conosco, e há alguns outros partidos que eu não me lembro agora que foi uma coligação razoável na época, mas esse grupo tem nomes suficientes para lançar candidatos. Então o critério de você dizer quem vai ser candidato é sempre o mesmo, é quem tem a maior preferência eleitoral. Você não está num grupo onde prevalece a Democracia para impor a Minoria então esse grupo sempre agiu assim e vai continuar agindo assim.

 

Si você me perguntar a então não há a possibilidade de uma coligação, ou de alguma coisa. Não é isso que foi definido. Nós temos um programa para o município, e esse programa já está impresso inclusive e ele prevalece. Foi difundido na última campanha eleitoral e continuara sendo difundido. Os partidos que estão na situação, ou que queiram se aliar conosco encontrarão sempre as portas do Democratas abertas, mas não para que nós aderimos a uma ideia, nos temos uma plataforma e nos pretendemos segui-la. Então se alguém quiser compartilhar conosco uma coligação ou compartilhar desse objetivo as portas estão abertas, mas nós temos um trilho e temos um norte, nós seguiremos esse trilho rumo a esse norte.

 

CR em Foco: Como você avalia a atuação do Governador do Estado André Puccinelli no Município de Costa Rica?

 

Marcio: Eu acredito que é a melhor administração que um governador já fez para o município de Costa Rica, mas não é só em questão de obras, às vezes, são as coisas menores. Você vê, nós recebemos agora do ponto de vista da Segurança Pública a delegacia.

 

Eu tive ontem (09/05) na delegacia e me surpreendi, existem defeitos, lógico, mas você vê o tamanho da delegacia, o volume de salas que ela dispõe em relação aquilo que nos temos, é uma obra feita para durar mais 10, 12 anos pelo menos com o crescimento que nós temos, então há uma preocupação em fazer algo que vai permanecer. Eu tenho que o governador é um grande parceiro de Costa Rica e creio que é verdade aquilo que ele disse um dia no palanque aqui que eu nunca me esqueço que “Costa Rica é o xodó dele”.

 

CR em Foco: Qual deverá ser o grande sonho a ser buscado para o município de Costa Rica nos próximos anos através da classe política?

 

Marcio: Planejamento. Acho que falta a todas as lideranças do município independentemente dos objetivos pessoais reunirem-se e contratarem uma consultoria capaz, uma consultoria do Ministério do Planejamento alguma coisa de órgão federal para que nós possamos planejar o município. Independentemente do grupo político que viesse assumir o município, pelo menos aquela parte do desenvolvimento esse grupo político tivesse que seguir, porque assim nós não estaríamos sujeitos a caprichos pessoais de ninguém.

 

Todos nos teríamos uma forma de se chegar lá, mas saberíamos sempre aonde têm que chegar, então estabeleceria metas sociais, metas econômicas, metas políticas, metas de desenvolvimento e a forma pela qual cada um percorreria o caminho seria o diferencial em relação ao eleitorado, mas se nós conseguíssemos fazer isso nós demonstraríamos uma maturidade política muito grande e um compromisso com o município maior ainda e com certeza a história se lembraria disso como o momento em que Costa Rica se definiu como o maior município do Centro Oeste porque seriamos os únicos a estabelecer isso.

 

CR em Foco: Qual a sua opinião sobre “Candidatura Única”?

 

Marcio: Sou absolutamente contra a candidatura única. Eu acho que a experiência que nós tivemos já mostrou que ela não é útil para o crescimento democrático. Não é que seja ruim para o município, ela é ruim para a democracia porque ela é o esmagamento da própria minoria que é a maior força da democracia. Se você não tiver uma minoria para gritar você jamais vai saber ou jamais vai ter uma paradigma para saber se aquilo que a maioria esta fazendo está correto.

 

A gente pode estabelecer o que você tem de certo ou errado em relação às pessoas que estão contrarias a você. Porque por mais que você ouça a crítica, se você souber valorar, a crítica que é construtiva a gente absorve e a corrige, a crítica que é destrutiva você refrata deixa ela passar e vai embora porque não interessa, mas você ouve.

 

Eu entendo que uma candidatura única ela é desnecessária, imagina você, no plano nacional se derrepente todo mundo abra mão e só tivéssemos candidato de um partido, digamos um candidato do PT só. Como que nós que às vezes temos um entendimento diferente faríamos? E se isso se irradiasse para o Estado e o Município? Então se a gente começar a projetar que as coisas comecem a mudar daqui para Brasília a gente tem que começar a entender que si começar a aceitar uma candidatura única aqui no futuro nós estaríamos aceitando uma candidatura única em plano nacional e isso não é bom.

 

Clique no play e ouça a entrevista na íntegra.


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