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CMCR 2018

01 de setembro, 2017 às 08:24

Prefeito de Costa Rica, Waldeli dos Santos Rosa

‘Só renuncio para ser candidato a governador’, diz prefeito de Costa Rica

Foto: Wanderson Lara/O Estado MS

Com 94,04% de aprovação na gestão, o prefeito de Costa Rica, região norte do Estado, Waldeli Rosa, é um dos principais cotados para a sucessão do governo estadual em 2018.
 
A pesquisa foi realizada pelo Ipems (Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul), nos meses de julho e agosto deste ano, e aponta o prefeito como o chefe do Executivo municipal no Estado como mais bem avaliado entre os eleitores.
 
Pela quarta vez comandando Costa Rica, Waldeli afirma que os números são o reconhecimento dos eleitores pelo modelo de gestão aplicado ao município.
 
No fim de 2016, o prefeito ficou nacionalmente conhecido pelo pagamento do 14°, 15° e 16º e metade do 17º salários para os profissionais da Educação, e por cumprir regras do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).
 
Com a visibilidade, Waldeli é “namorado” pelo PSDB, do governador Reinaldo Azambuja, e pelo PMDB, do ex-governador André Puccinelli, entre outros partidos menores que buscam renovação na política para compor alianças no próximo ano.
 
Waldeli afirma que seu nome está à disposição para a disputa e que se sente preparado para o governo, mas sua candidatura depende de consenso.
 
“Não serei vice, nem candidato ao Legislativo. Apenas ao governo do Estado. Caso contrário fico na minha querida Costa Rica”, comentou.
 
O Estado – A que o senhor atribui o alto índice de aprovação?
 
Waldeli – Eu sou empresário e vejo que as cidades pequenas dependem de que o poder público seja atuante, que ele estimule o crescimento da cidade. Entrei em 2001 [primeira vez eleito] com o objetivo de mudar a vida política da cidade para que ela servisse de exemplo para o Estado. Então é uma vocação e uma determinação. Como sou empresário, tenho condições de doar para a minha campanha e não depender da prefeitura, ao contrário desse modelo de “velha política” que existe com a participação de empresas na doação. Eu nunca aceitei essas doações [de terceiros] para ser independente. Esse modelo de gestão implantei em 2001. Quando entrei na prefeitura estudei de onde vem o dinheiro e administrei o recurso.
 
O Estado – Mas o que o senhor destaca na sua administração?
 
Waldeli – O meu grande legado é na educação, saúde e no atendimento igualitário, igual para todos. Mas o principal é a folha de pagamentos. Por que Costa Rica consegue fazer grandes obras de infraestrutura? Porque a folha de pagamentos é muito baixa. Só para ter uma ideia, em 2008 eu entreguei a prefeitura com 23,5% de folha [enquanto a média de outras prefeituras é comprometer 50% do recurso com a folha de pagamentos]. Entra um político no meu lugar e em quatro anos ele aumenta para 39% do recurso da prefeitura. Eu volto e consigo reduzir ela para 31,5%. Então eu fico 24 horas por dia vigiando a folha, porque ela é um custeio permanente.
 
O Estado – O senhor falou que é empresário, em São Paulo temos outro empresário se destacando na administração municipal, João Doria (PSDB). Em sua avaliação, acredita que a aplicação de um modelo do setor privado pode ser interessante para a administração pública?
 
Waldeli – Desde que o empresário tenha a vocação para servir e não para se servir da administração pública. Eu como empresário cheguei ao ápice da minha carreira e minhas empresas podem seguir sem mim. Logo vou tirar meu tempo para fazer a minha vocação. Então eu vim em uma única função que era servir e não se servir da política. Voltando ao Doria, como uma pessoa realizada empresarialmente, realizado e que quer servir acho que é fundamental. Até pouco tempo os políticos tinham muita dificuldade de aceitar o empresário, como aconteceu comigo em 2000. Todos os empresários que tentaram entrar na política em todo o Brasil tiveram dificuldades, foram barrados. Porque são independentes e não cedem ao sistema. Eu acho que o João Doria é um pouco da minha história, tenho muito a ver com ele.
 
O Estado – Com visibilidade começam os convites para alianças. Atualmente o senhor está filiado ao PR, mas sabemos que há uma sondagem tanto do PMDB como do PSDB, além de outros partidos menores. Como estão as conversas?
 
Waldeli – No segundo turno da eleição de 2014 eu liderei um bloco com 23 prefeitos do interior para apoiar o Reinaldo [Azambuja, PSDB]. No primeiro turno apoiamos o Nelsinho [Trad, PTB] e no segundo, Reinaldo. Eu já era amigo dele [Reinaldo] e havia sido prefeito junto com ele [na época em Maracaju]. Por essa boa amizade temos conversado abertamente sobre a minha ideia política. Essa conversa também venho tendo com André [Puccinelli, PMDB], com o Junior Mochi (PMDB), Eduardo Rocha (PMDB). Tenho aberto meu coração e, se houver o espaço para o novo, eu quero colocar meu nome à disposição. Eu me sinto preparado para administrar o Estado, mas não quero disputar uma eleição contra o governo ou contra quem já tem um mercado eleitoral.
 
O Estado – Há possibilidade de deixar o PR e migrar para o PMDB ou PSDB?
 
Waldeli – Primeiro precisamos saber se com os problemas “administrativos” [as denúncias de corrupção contra Puccinelli e Reinaldo] eles vão ter condições ou não de ser candidatos em 2018. Além disso, tenho um problema à parte, pois terei de renunciar à prefeitura até 30 de março para me candidatar ao governo. Então tenho de ter até essa data uma pesquisa qualitativa em mãos para saber se a população quer uma nova maneira de legislar, preciso ouvir o povo. Não posso ser candidato de mim mesmo. Se com a pesquisa eu analisar que a população acha que Reinaldo e Puccinelli têm um mercado eleitoral, pra que eu vou entrar nessa briga? Por isso afirmo que, se ocorrer minha candidatura, ela deve vir da vontade do eleitor.
 
O Estado – Na eleição do ano passado o senhor disputou com o PSDB a campanha municipal. No passado também concorreu contra o PDMB. Isso não pode prejudicar a relação?
 
Waldeli – Em 2009 fiz meu sucessor, mas por decisão política não foi escolhido por mim, foi escolhido pelo partido e voltou o jeito antigo de apadrinhamento. Eu não gostei da maneira que ele conduziu o município e em 2012 voltei a me candidatar para enfrentá-lo nas urnas. Eu era peemedebista, tive de sair do PMDB e ir para o PR para enfrentá-lo. Com isso ganhei a eleição dele. No ano passado eu poderia ser candidato único novamente, tinha condição para isso, e mesmo com convite do governador para uma aliança e ter como o vice o PSDB, eu não aceitei porque queria ver a cara do meu adversário. A população precisa ter opção para votar. Fui paras as urnas e tive a maior votação do Estado contra o PSDB. Mas continuamos com a amizade, isso não atrapalhou.
 
O Estado – E se houvesse um convite para compor a chapa como vice ou para o Legislativo?
 
Waldeli – Não. Já tive vários convites para ser deputado federal. Convites do senador Waldemir Moka (PMDB) que tinha uma base política de quando deputado. Ele e a senadora Simone Tebet (PMDB) me chamaram para que eu assumisse essa base. Mas eu não tenho nada a ver com o Legislativo. A resposta foi não e continua sendo não. Não disputarei nenhum cargo no nível estadual, federal, a senador, vice-governador. Eu só renuncio ao cargo em Costa Rica para ser candidato a governador. Caso contrário continuo na minha querida cidade.
 
Perfil
Nome: Waldeli dos Santos Rosa
Idade: 57 anos
Naturalidade: Itambé (PR)
Formação: Contabilidade
Atuação: Prefeito de Costa Rica e empresário
 
Fonte: Jornal O Estado
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