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cmcr julho

21 de agosto, 2018 às 15:12

Walter Junior

¡Necesitamos ayuda!

Foto: Arquivo Pessoal

O mundo acordou, mais uma vez, com péssimas notícias vindas de nossos irmãos fronteiriços. No domingo (19), o presidente Nicolas Maduro colocou em prática o genial pacote de medidas para conter a inflação (prevista para 1.000.000%, segundo o FMI). Entre elas, consta o ‘Madurazo’, que cortará nada mais, nada menos que cinco zeros da moeda local. O cenário é tão animador que o FMI chega a comparar a atual Venezuela com a Alemanha de 1920, arrasada pós primeira grande guerra.
 
Analisando as opiniões de especialistas do tema, nota-se que nosso vizinho está ingressando em um labirinto vendado. Na sexta-feira (17), o salário mínimo foi aumentado em 34 vezes. A gasolina, notadamente conhecida como a mais barata do mundo, também sofreu cortes de subsídios e deverá subir. E o mais absurdo de tudo isso é a maneira que tudo vem sendo tratado, tanto internamente, como externamente.
 
Se, dentro do país, o líder trata tudo como uma conspiração externa para derrubá-lo, fora, as Nações Unidas pedem ‘investigações internacionais sobre a situação da Venezuela’. Até porque sabemos que a crise alimentícia, a anarquia desenfreada e o descaso com os direitos humanos que vemos/ouvimos quase que diariamente, podem se tratar de um teatro, óbvio.
 
Na mesma sexta em que houve o milagre da multiplicação salarial venezuelana, o Comitê dos Direitos Humanos da ONU (CDH) pediu para que o estado brasileiro ‘tome todas as medidas necessárias’ para que o presidiário Lula possa exercer seus direitos políticos e tenha sua candidatura garantida. Qual seria a definição de ‘humanos’ para a ONU? Por que um humano que prejudicou milhões de brasileiros possui mais ‘direitos’ (mesmo sendo julgado e estando preso) do que milhões de venezuelanos que estão travando uma batalha para sobreviver todo santo dia? São perguntas retóricas que o mundo todo deveria estar concentrado e esse silêncio ensurdecedor das grandes potências é muito revoltante.
 
Para ajudar ainda mais nossos vizinhos, nesse sábado (18), um conflito em Roraima piorou a situação que já estava pra lá de tensa. Se trata de um colapso econômico já previsto. A emigração Venezuela para nosso país é algo que divide opiniões. Eu, particularmente, gostaria muito que fosse algo possível. Mas a conta não fecha. Pode parecer desumano ‘fechar as portas’, porém não podemos adotar a política esquerdista de ‘onde comem mil, come um milhão’. É algo que precisa ser minuciosamente estudado, com urgência.
 
Portanto, nota-se que o ‘olhar humano’ do CDH tem viés político e se trata de chicana barata. A decisão sobre a interferência na soberania política brasileira além de não possuir valor legal algum, mostra o desrespeito que as Nações Unidas possui com causas reais e urgentes, vide Síria. Só nos resta lamentar e orar por um povo irmão que tanto sofre os reflexos de anos e anos acorrentados a política mágica canhota.
Por Walter da Silva Rodrigues Junior, graduando em Engenharia Civil (12/18) e Engenharia de Produção (12/19)
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