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ALEMS 05

21 de julho, 2022 às 13:47

Dra. Mariana Lobato Arruda, ginecologista e obstetra

Endometriose: o que é mito ou verdade sobre a doença que afeta milhares de mulheres no mundo todo

Dra. Mariana Lobato Arruda, ginecologista e obstetra (Foto: Divulgação)

Endometriose: o que é mito ou verdade sobre a doença que afeta milhares de mulheres no mundo todo 
“Precisamos aprender que sentir dor não é normal”, alerta especialista   
 
A endometriose é uma doença crônica de evolução progressiva, que consiste na presença de células que deveriam estar somente dentro do útero, mas acabam presentes também em outros órgãos, como como ovário, trompas e bexiga.  
 
Milhares de mulheres no mundo todo são afetadas com a doença, e muitas passam anos de suas vidas sentindo cólicas fortes, muitas vezes associadas a dores durante a relação sexual e ao urinar, sangramentos intestinais, náuseas, fluxo menstrual intenso e irregular, dificuldade para engravidar e até infertilidade. O problema é ainda maior porque muitas vezes, por achar que é normal sentir dor, essas mulheres deixam de procurar um especialista para investigar os sintomas e chegar ao diagnóstico. 
 
O assunto é muito importante, mas ainda pouco falado e, recentemente ressurgiu na imprensa, reacendendo um alerta de que é preciso falar mais sobre a doença. 
 
Dra. Mariana Lobato Arruda, ginecologista e obstetra da Unimed Campo Grande alerta “precisamos aprender que dor não é normal. É muito importante fazer acompanhamento com uma ginecologista de confiança, relatar todos os sintomas para que esse especialista avalie todas as queixas da paciente, investigue, busque o diagnóstico e trate da maneira adequada cada caso, para que essa mulher tenha uma vida com mais qualidade”. 
 
Para esclarecer mais dúvidas, a médica explica o que é mito ou verdade acerca da doença. Confira! 
 
1.A endometriose afeta, principalmente, mulheres no período da vida em que menstruam. 
 
Verdade. É uma doença que afeta mulheres em idade fértil, quando há a presença de tecido endometrial, que descama durante a menstruação. Esse tecido deveria estar somente dentro da cavidade uterina, mas no caso da endometriose está presente também em outros órgãos. Portanto, ocorre em mulheres que têm ovários funcionantes, produtores de hormônios, ou seja, não afeta mulheres na fase da menopausa.  
 
2.Toda mulher que sofre de endometriose apresenta sintomas, como cólica forte, dor durante a relação sexual e dificuldade para engravidar. 
 
Mito. Existem mulheres com endometriose assintomáticas, assim como pode ter outras que apresentam sintomas atípicos.  
 
3.Toda cólica intensa é sinal da doença. 
 
Mito. Nem sempre, pois existem outros motivos para o aumento de fluxo menstrual e, consequentemente, de cólica, como pólipos, miomas e outros. 
 
4.O tratamento para a doença é basicamente cirúrgico. 
 
Mito. A cirurgia é importantíssima nos casos indicados, pois melhora tanto os sintomas como a fertilidade, mas deve ser associada a um tratamento clínico. 
 
5. Em todos os casos, a endometriose causa infertilidade feminina.  
 
Mito. Não necessariamente a paciente terá alguma dificuldade para engravidar, embora aconteça de 5% a 50% dos casos. 
 
6.Manter uma alimentação saudável e praticar atividade física regularmente ajudam no controle da doença e no alívio dos sintomas.  
 
Verdade. Além de ser uma doença por desregulação hormonal, a endometriose é uma doença inflamatória. Por isso, se melhoramos os níveis de inflamação, melhoramos também os sintomas e a qualidade de vida da paciente. 
 
8.O estresse da vida moderna pode contribuir com a intensidade dos sintomas da endometriose. 
 
Verdade. Não só o estresse, mas a ansiedade e a privação de sono são fatores que pioram os sintomas da doença.  
 
A médica reforça “o acompanhamento anual com um ginecologista é essencial, e no caso da endometriose, que é uma doença mais difícil de ser diagnosticada, o médico vai suspeitar durante a anamnese com a paciente, e depois encaminhá-la para exames mais específicos para fechar o diagnóstico. Por isso, não hesite em procurar um especialista de sua confiança”.   
Fonte: Comunicação Unimed Campo Grande
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