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05 de outubro, 2018 às 12:12

Alimentos básicos na mesa do consumidor ficam 5% mais caros

Tomate, carne bovina e batata registraram maior aumento

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Após três meses consecutivos de queda, cesta básica teve alta de 5,24% em Campo Grande em setembro, representando a maior variação do País dentre as 18 capitais pesquisadas no mês passado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
 
O valor monetário do conjunto de alimentos essenciais ficou em R$ 383,77, elevação de R$ 19,11 na comparação com o mês de agosto.
 
Dos treze produtos pesquisados no mês passado na Capital sul-mato-grossense, 11 registraram altas de preços: tomate (19,71%), banana (12,76%), carne bovina (6,25%), manteiga (5,09%), feijão carioquinha (2,62%), farinha de trigo (2,13%), pãozinho francês (2,12%), café (2,11%), batata (0,65%), arroz (0,37%) e óleo de soja (0,26%). Os preços de tomate, banana, carne bovina e batata coletados em Campo Grande no mês de setembro foram os que registraram maior alta entre as 18 capitais pesquisadas, conforme o Dieese.
 
Mantiveram a trajetória de retração os preços de leite de caixinha (-1,18%) e açúcar (-3,21%), registrando, respectivamente, os preços médios de R$ 4,26 para o litro e R$ 3,62 para o pacote de 2 quilos.
 
Jornada
Em relação à jornada de trabalho de quem recebe salário mínimo em Campo Grande, houve aumento no tempo para adquirir os treze itens de alimentação em 4 horas e 25 minutos, quando comparado ao tempo empregado no mês anterior. No total, foram necessárias 88 horas e 30 minutos de trabalho no mês de setembro.
 
Acompanhando as trajetórias de alta, o nível de comprometimento do salário mínimo líquido para aquisição de uma cesta básica na Capital passou de 41,55% em agosto para 43,73% em setembro, variação em 2,18 p.p..
 
Da mesma forma, para compra de uma cesta familiar o trabalhador campo-grandense precisou gastar mais R$ 57,33 em relação ao mês anterior, já que a cesta em setembro custou R$ 1.151,31.
 
Nacional
O preço do conjunto de alimentos essenciais caiu em 10 das 18 cidades pesquisadas pelo Dieese. As reduções mais expressivas foram registradas em Goiânia (-2,31%), Recife (-2,17%) e João Pessoa (-1,94%). Em São Paulo, o valor da cesta não variou. Foram registradas altas em sete capitais, a maior delas em Campo Grande (5,24%) e na sequência Salvador (1,26%).
 
A cesta mais cara foi a de Florianópolis (R$ 435,47), seguida pela de São Paulo (R$ 432,83), Porto Alegre (R$ 423,01) e Rio de Janeiro (R$ 418,48)1. Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 315,86) e São Luís (R$ 324,04).
 
Com base na cesta mais cara, que, em setembro, foi a de Florianópolis, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou o valor do salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas em  R$ 3.658,39, ou 3,83 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954,00.
 
Em agosto, tinha sido calculado em R$ 3. 636,04, ou 3,81 vezes o piso mínimo do país.
 
Em setembro de 2017, o mínimo necessário era equivalente a R$ 3.668,55, ou 3,92 vezes o salário mínimo nacional daquele ano, correspondente a R$ 937,00.
Fonte: Daniella Arruda - Correio do Estado
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