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29 de novembro, 2018 às 08:48

Polícia Federal faz ação contra doleiros que lavaram R$ 1,4 bilhão do tráfico

No Estado, os policias cumprem oito mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Fátima do Sul e Caarapó

(Foto: divulgação/Polícia Federal)

A operação Operação Planum, deflagrada nesta manhã (29), pela PF (Polícia Federal), mira doleiros que movimentaram R$ 1,4 bilhão com tráfico de cocaína nos Estados de Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Goiás.
 
Ao todo, 200 policiais federais cumprem 21 mandados de prisão, 40 de busca e apreensão e ordens judiciais para sequestro e bloqueio de mais de R$ 25 milhões em imóveis, fazendas, aeronaves, embarcações, veículo e contas bancárias. No Estado, os policias cumprem mandados em Campo Grande, Fátima do Sul e Caarapó. Os nomes dos alvos não foram divulgados pela polícia. 
 
As investigações começaram em junho do ano passado para apurar o envio de cocaína da Bolívia para a região sul do Brasil. Segundo a polícia, aviões partiam de Mato Grosso do Sul para serem carregados com grande quantidade de cocaína (em média 500 quilos) na Bolívia. De lá, seguiam para o Rio Grande do Sul, onde pousavam em fazendas adquiridas pela organização criminosa. Na sequência, a droga seguia pela rodovia para outros estados e permanecia em depósito até ser despachada para a Europa por meio de portos brasileiros.
 
Apreensões - Uma das apreensões ocorreu no terminal portuário de Navegantes (SC) em maio de 2016. Na ocasião, foram encontrados 811 quilos da droga escondidos em blocos de granito em contêineres que seriam despachados para a Espanha. Em outra apreensão, em junho deste ano, a Polícia Federal flagrou 448 quilos da droga escondidos em um bloco de concreto em um caminhão que seguia pelo município de Unistalda (RS). Porém, não foi possível comprovar o volume de 2,2 toneladas de cocaína que foram enviadas ou que seriam despachadas do Brasil para Europa pelo grupo criminoso. 
 
Transações - Análise de dados bancários e fiscais após a prisão de um narcotraficante e de alguns investigados em uma residência em Tramandaí (RS) em agosto do ano passado, possibilitou o rastreamento do fluxo financeiro da quadrilha, indicando a participação de doleiros em São Paulo para o pagamento das transações do tráfico de drogas no exterior.
 
Segundo a polícia, a investigação aponta para um banco informal responsável pela lavagem de dinheiro vindos do tráfico de drogas, como contrabando. A movimentação dessa instituição financeira clandestina foi de aproximadamente R$ 1,4 bilhão nos últimos três anos. A polícia já rastreou cerca de 90 empresas de fachada e 70 pessoas empregadas como “laranjas” do grupo para a operacionalização da lavagem de dinheiro e operações de câmbio ilegais.
 
Campo Grande News 
HU
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