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03 de abril, 2019 às 17:50

Febre aftosa: Ministério da Agricultura proíbe comercialização de vacinas de 5 ml

A orientação foi recebida pela Iagro nesta terça (2) e repassada imediatamente a todas as revendas do Estado

Redação

Em resposta aos questionamentos das agências de defesa sobre a destinação das vacinas de doses de 5 ml utilizadas na vacinação contra febre aftosa e que estão em estoque nas revendas o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento enviou nesta terça-feira, dia 02 de abril, um Comunicado com importantes com orientações sobre a comercialização e utilização do produto, para todo País.
 
Através do Comunicado 45, assinado pelo Chefe de Saúde Animal do Ministério, foi determinado que as vacinas bivalentes e trivalentes de 5 ml não poderão ser mais comercializada pelas revendas e utilizadas pelos pecuaristas.
 
Segundo o Diretor Presidente da Iagro, Luciano Chiochetta, o comunicado destaca o memorando 74, de dezembro do ano passado, que ajustava procedimentos de transição para redução da dose. O documento autorizou a utilização da vacina com dose de 5 ml até trinta dias antes do início da primeira campanha de vacinação de 2019, que começa oficialmente em Mato Grosso do Sul no próximo dia 1º de maio. O mesmo documento orientou que qualquer vacina com essa posologia (estoque remanescente) deveria ser recolhida pelo setor privado.
 
Luciano destacou ainda que o departamento de Fiscalização e Insumos pecuários do Ministério juntamente com o Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos para Saúde Animal, o SINDAN, estabeleceu, ainda em novembro último, um planejamento e cronograma para que a partir deste ano fossem utilizadas apenas as vacinas bivalentes com a nova dosagem, 2 ml.
 
As vantagens na redução da dose, segundo Luciano, é que irão ocorrer menos reações nos animais (caroços, inchaço) e com frascos menores, as vacinas ocuparão menos espaço, facilitando o transporte e reduzindo o custo de refrigeração.
 
O documento com as orientações do MAPA foi disponibilizado a todas as revendas do Estado imediatamente ao seu recebimento pelo Coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção de Febre Aftosa – PNEFA, o fiscal estadual agropecuário e médico veterinário, Fernando Endrigo Ramos Garcia.
 
A alteração da dosagem da vacina - hoje obrigatória em bovinos e bubalinos - e sua retirada definitiva em todo País fazem parte do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Febre Aftosa (PNEFA) que busca a mudança de status para ‘livre de febre aftosa sem vacinação’. A ação deve reduzir o custo da produção, ampliando a competividade, ficando a carne brasileira ainda mais suscetível a conquista de novos mercados.
 
Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa)
 
 Para execução do Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa) os Estados foram divididos em cinco blocos pecuários para que seja feita a transição de área livre da aftosa com vacinação para sem vacinação. Integram o Bloco I, Acre e Rondônia; o Bloco II: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; o Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e; Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
 
Retirada da vacinação até 2021
 
Mato Grosso do Sul, que tem se mantido entre os três estados com melhor percentual de cobertura vacinal do País, e é destaque em todo País pela excelência do serviço oficial de defesa agropecuária, vem trabalhando com afinco na agenda do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) que prevê a retirada definitiva da vacinação até 2021. O programa está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), e as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (Phefa), em prol também da erradicação da doença na América do Sul.
 
Vacinação obrigatória - etapa de maio
 
Na campanha deste ano além de chamar a atenção para a obrigatoriedade da vacinação, a nova dosagem, e informar o calendário a Iagro e as agências de todo País reforçarão aos pecuaristas os cuidados sobre todo processo até a aplicação da vacina e depois disto, conforme seguem:
 
- Compre as vacinas somente em lojas registradas.
- Verifique se as vacinas estão na temperatura correta (2° C a 8° C).
- Para transportá-las, use caixa térmica, coloque três partes de gelo para uma de vacina e lacre.
- Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação. Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado. Mas lembre-se: só vacine bovinos e búfalos.
- Durante a vacinação, mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica e use agulhas novas, adequadas e limpas. A higiene e a limpeza são fundamentais para a boa vacinação.
- Agite o frasco antes de usar e aplique a dosagem certa em todos os animais: 2 ml.
- O lugar correto de aplicação é a tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou embaixo da pele. Aplique com calma.
- Não esqueça de preencher a Declaração de Vacinação e entregá-la na Iagro junto com a Nota Fiscal de compra das vacinas.
 
Fonte: Assessoria
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