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Em seis meses Costa Rica perde três importantes indústrias de “Fiação”

JRV, West Cotton e Ricatex fecharam as portas e deixaram mais de 150 pessoas desempregadas

Publicado em 06/03/2012 07:00

Em seis meses Costa Rica perde três importantes indústrias de “Fiação”
Na tarde de ontem (05) nossa reportagem acompanhou a remoção das máquinas do prédio da Ricatex (Foto: Luciana Aguiar)

Mais de 150 pessoas, na maioria mulheres, ficaram desempregadas em Costa Rica (MS) nós últimos seis meses devido ao fechamento das três importantes indústrias têxteis “Fiação”: West Cotton, JRV e Ricatex Têxtil Ltda. O impacto dessas demissões trará grandes consequências para o comércio local, já que uma quantia significativa de dinheiro está deixando de circular na cidade.

A primeira empresa a fechar as portas foi a Indústria Têxtil JRV LTDA que anunciou sua instalação em Costa Rica em 2008. A segunda a fechar foi a Indústria West Cotton Têxtil LTDA que teve sua instalação anunciada em maio de 2008 na época a empresa tinha como um dos proprietários Wilson José Floriano que atualmente é proprietário da Ricatex a terceira e última empresa têxtil a fechar em Costa Rica. Todas as indústrias estavam localizadas na Avenida Sebastião Paes Ananias, no Parque Industrial III.

O proprietário da Ricatex, Wilson Floriano chegou a fazer um apelo em uma página de anunciantes na internet para tentar manter as portas abertas da Ricatex: “Estou procurando investidores ou sócio para investir na minha indústria, estou com fiação e tecelagem instalado na Capital do Algodão. Temos mais ou menos 10 fornecedores de algodão, o mais longe fica a 60 km. Estamos dentro do Estado de Mato Grosso do Sul que vem quase 100% dos produtos têxteis de fora, cidade em pleno crescimento. Estamos dentro do Estado de Mato Grosso do Sul, cidade de Costa Rica na divisa de Mato Grosso com Goiás. Estou precisando de investidores ou até mesmo sócio para explorar este amplo comércio que temos aqui. Na região só de capa de fardo e sacaria para enfardamento de algodão o consumo chega a mais de 6.000.000 de metros anual. Estamos com a empresa parada há mais de mês por falta de recurso, se alguém se interessar entre em contato”.

Infelizmente o apelo de Wilson Floriano não foi atendido e na tarde desta segunda-feira (05) nossa reportagem esteve no prédio da Ricatex onde o proprietário estava fazendo a remoção das máquinas que segundo ele foram vendidas para uma indústria na Bahia (BA). Também recebemos a informação que o prédio foi vendido e será alugado para festas e eventos pelo novo proprietário.

A operadora de máquina Maria Auxiliadora, 37 anos, foi funcionário de uma das tecelagens por quase dois anos. Hoje, desempregada, engrossa a estatística dos trabalhadores do setor têxtil que vêem as vagas no segmento secarem ano após ano. A revolta dos funcionários que foram demitidos está justificada pela falta de apoio dos órgãos competentes.

O seguimento mais prejudicado foi o das mulheres que eram maioria nesse setor que tinham na tecelagem sua renda familiar. De acordo com os funcionários, ninguém fez nada para empregar as pessoas que hoje estão na rua. Maria Auxiliadora afirma que com o emprego ajudava seu marido a sustentar a casa e o filho. “Eu não sei o que vou fazer sem meu emprego”, completa.

Primeira Indústria
Em 2008, o Jornal Agroin - Agronegócio de Mato Grosso do Sul - Agricultura, Pecuária, Meio Ambiente, Turismo, Indústria e Energia, trazia na página 8, da Edição de setembro, o município de Costa Rica em destaque pelo desenvolvimento e progresso que estava trazendo para a população costarriquense.

A reportagem fazia referência a instalação da primeira indústria têxtil no município, a West Cotton, onde destacava que a Prefeitura tinha dado como incentivo, uma área de 18 mil metros com área construída de 1.600 metros, acesso a fábrica todo asfaltado, redes de água e energia elétrica, além dos incentivos fiscais.

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