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Dólar fecha em ligeira alta, após cinco quedas seguidas

Moeda norte-americana avançou 0,12%, a R$ 1,660 na venda

Publicado em 12/04/2011 20:59

O dólar fechou em ligeira alta pela primeira vez em seis pregões nesta sexta-feira (25), em meio à expectativa de que o governo anuncie medidas sobre o câmbio.

A moeda norte-americana subiu 0,12%, a R$ 1,658 na compra e a R$ 1,660 na venda.

Depois de cair praticamente durante todos os dias, o dólar tem desvalorização acumulada de 0,60% na semana. Em março, a queda é de 0,18%.

Nesta sexta-feira, o Banco Central voltou a atuar no câmbio por meio de dois leilões.

A valorização, contudo, foi limitada, diante do entendimento de que a perspectiva de entradas de recursos deve pressionar a moeda para baixo no curto prazo.

"Continua a preocupação de que o governo pode anunciar medidas a qualquer momento", comentou Alfredo Barbutti, economista-chefe da BGC Liquidez, lembrando que a expectativa pelas medidas aumenta conforme o dólar se aproxima da faixa de R$ 1,65.

Esse patamar é considerado por investidores como uma espécie de "piso informal" para a moeda, após sucessivas intervenções das autoridades perto desse nível.

Nos últimos dias, aliás, o Banco Central tem diminuído as intervenções no mercado, resumindo-as a somente um leilão de compra de dólares no mercado à vista por pregão.

Para operadores, esse movimento está relacionado à redução das posições vendidas de bancos no segmento à vista, uma vez que as regras para recolhimento de compulsório anunciadas pelo BC em janeiro, que recentemente sofreram ajustes técnicos, passarão a valer a partir de abril.

De acordo com números informados pela autoridade monetária nesta sexta-feira, as apostas de bancos contra o dólar somavam US$ 7,303 bilhões no dia 23 de março, bem menos que os US$ 12,702 bilhões no final de fevereiro e que os US$ 16,783 bilhões no final de dezembro de 2010, antes da divulgação do compulsório.

"A expectativa de mais controles de capitais continuará evitando que o real aproveite o sentimento externo mais positivo", afirmaram os economistas do banco francês BNP Paribas, em relatório.

(G1)

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