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Polícia pede prisão preventiva de suspeitos em morte de Marielly

Cunhado de Marielly e suposto enfermeiro foram indiciados na quarta (3)

Publicado em 04/08/2011 12:14

Delegados afirmaram que família de Marielly mentiu sobre Hugleice. (Foto: João Garrigó)

Após a conclusão do inquérito sobre o desaparecimento e a morte de Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos, o delegado Fabiano Nagata, da Delegacia de Homicídios em Campo Grande, pediu a prisão preventiva do cunhado da jovem, Hugleice da Silva, e o suposto enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes, suspeitos de envolvimento no crime.

Os suspeitos estão presos temporariamente e foram indiciados por prática de aborto e ocultação de cadáver. Segundo Nagata, o inquérito policial tem 380 páginas e está embasado com provas contra o cunhado de Marielly e o suposto enfermeiro. A prisão temporária dos suspeitos vence no próximo dia 12.

Conforme a Polícia Civil, a prisão temporária é decretada quando há indícios contra os suspeitos e para a conclusão do inquérito. Ela é válida por 30 dias e pode ser prorrogada por mais 30. Já a preventiva é pedida para evitar fuga dos suspeitos ou para garantir a integridade deles.

Histórico
O corpo de Marielly foi descoberto em um canavial no dia 11 de junho. Antes disso, a família já havia iniciado campanha em busca da jovem, que havia desaparecido no dia 21 de maio. Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a estudante morreu em decorrência de aborto malsucedido.

O cunhado de Marielly e o enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes, 40 anos, foram presos, suspeitos de envolvimento na morte da jovem. Inicialmente, Hugleice da Silva negou que tivesse qualquer relação com o caso, mas confessou que teve um relacionamento com a garota e que a levou para abortar em Sidrolândia.

Silva disse que pegou o telefone do enfermeiro com um caminhoneiro e marcou encontro na casa dele, em Sidrolândia. O cunhado de Marielly disse à polícia que Gomes contou que o procedimento deu errado e a jovem morreu. Os dois teriam levado o corpo para o canavial. Silva nega que seja o pai da criança que a cunhada esperava.

Mesmo com as confissões de Silva, o enfermeiro nega participação no crime. O advogado Davi Moura de Olindo, advogado de Jodimar Gomes, declara que as provas contra o cliente são frágeis e que as investigações precisam tomar outro rumo para apontar a verdadeira causa da morte de Marielly. Silva permanece preso em Campo Grande e Jodimar Gomes, em Sidrolândia. (G1/MS).

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