Bom dia, Visitante! (entrar - cadastro)

CMCR_DEZEMBRO

21 de novembro, 2020 às 08:08

Falta de matéria-prima é a maior em 19 anos e leva indústria a reduzir produção

Segundo a sondagem, o setor de vestuário é o que mais sente os efeitos da falta de insumos e componentes, reportada por 74,7% das empresas

Da redação

Indústria (Foto: José Paulo Lacerda/CNI)

A escassez de matéria-prima em vários segmentos e a alta de preços são atualmente os principais fatores que limitam a expansão da produção industrial no País. Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) indica que, em outubro, a falta de insumo atingiu os maiores níveis desde 2001 em 14 dos 19 segmentos da indústria. Segundo a sondagem, o setor de vestuário é o que mais sente os efeitos da falta de insumos e componentes, reportada por 74,7% das empresas.
 
Empresas já reduziram o ritmo de atividade por falta de matéria-prima, e quem consegue produzir não pode distribuir o produto por falta de embalagens de papelão, plástico e vidros, hoje o maior problema relatado por empresas e entidades de classe. A escassez, somada ao câmbio desvalorizado, resulta em alta de preços.
 
A interrupção da produção no pico da pandemia de coronavírus e a volta ao consumo mais forte do que o esperado pegou as empresas com baixos estoques e demanda crescente, em parte por causa do auxílio emergencial pago pelo governo. Com isso, há um descolamento entre fabricantes de matérias-primas - que não conseguem atender à demanda -, de produtos finais e varejo. O temor é que, com a crise sem precedentes, falte produto no mercado justamente num momento de alta demanda, com a Black Friday e o Natal.
 
Além do vestuário, a falta de insumos também foi apontado por fabricantes de produtos de plástico (52,8%), limpeza e perfumaria (39,1%), farmacêutica (34,2%), informática e eletrônicos (33,1%), além de empresas dos ramos de produtos de metal (31%), couro e calçados (31,1%) e químico (27,9%), entre outros.
 
Além da escassez, as empresas projetam alta de preços das matérias-primas. No segmento de vestuário, 78,7% das consultadas preveem aumento dos custos de insumos comprados no mercado interno e 71,4% esperam encarecimento também dos importados.
 
Mais aumentos
"Hoje, a grande dificuldade é com embalagens que, além de escassas, mais que dobraram de preço. O quilo do papelão passou de R$ 10 para R$ 18 e há casos de embalagens que custavam R$ 3 e subiram para R$ 7", afirma Ronaldo Andrade Lacerda, dono da Lynd Calçados, fabricante de tênis esportivos de Nova Serrana (MG).
 
"A justificativa é a falta de papel", diz ele, que preside o Sindinova, sindicato que representa 830 indústrias de calçados do polo mineiro.Segundo ele, há até pouco tempo também faltava PVC (usado em tênis e sandálias), problema que foi resolvido, "mas os preços subiram de 60% a 80% de março para cá e só estamos conseguindo repassar de 15% a 20%". Lacerda crê que novos reajustes virão até dezembro. 
Fonte: Estadão Conteúdo

Orientação Covid
Imprimir


“Não se combate o crime cometendo crime”

#FICAADICA

Atire a 1ª pedra!

Aquele que tiver a real...

Charge da Semana

Confira as principais charges que estão circulando na internet.

COVID-19

» todas as charges

PUBLICIDADE

All Gas

Entrevistas / Artigos

» todas as entrevistas e artigos

Siga-nos

FacebookTwitter


Jornalismo com credibilidade na região norte!