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Depois de ficar abaixo de R$ 100, preço da soja tem semana de reação
Até o começo desta semana, segundo a Aprosoja, cerca de 13% da soja havia sido colhida no Estado, o que representa em torno de 570 mil hectares (Imagem: Divulgação)

Depois de ficar abaixo de R$ 100, preço da soja tem semana de reação

Em Campo Grande, onde a saca chegou a R$ 94,50 no final de janeiro, o valor subiu oito reais nos primeiros dias de fevereiro

Publicado em 08/02/2024 07:10

Até o começo desta semana, segundo a Aprosoja, cerca de 13% da soja havia sido colhida no Estado, o que representa em torno de 570 mil hectares (Imagem: Divulgação)

Depois de quase oito semanas de quedas sucessivas, a soja, principal produto da economia local, não só parou de cair como deu uma pequena reagida na última semana em todo o Estado. Em Campo Grande, onde a saca de 60 quilos chegou a ser cota a R$ 94,50 no dia 29 de janeiro, o preço fechou em R$ 102,50 nesta terça (6), o que representa alta de 8,5%.

Porém, se forem levadas em consideração as cotações de começo de dezembro, quando a saca em Campo Grande estava cotada a R$ 132,00, a perda ainda é de 22,4%. Na comparação com o preço do começo de fevereiro do ano passado, a diferença é ainda maior, chegando aos 35%.

E este cenário de reação pode ser verificado em todo o Estado. Conforme cotações feitass pela Granos Corretora, no dia 31 de janeiro em sete municípios, somente em Dourados o preço continuava em R$ 100,00. No restante estava abaixo disso.

Nesta terça-feira, somente em São Gabriel do Oeste e em Sonora seguia abaixo desse patamar, sendo que em Dourados já estava em R$ 104,00. E esta pequena reação é uma espécie de resposta a uma possível quebra na safra tanto no Brasil quanto na Argentina, país que está enfrentando nova estiagem nas últimas semanas.

Em Mato Grosso do Sul a saca ficava abaixo dos R$ 100,00 desde junho de 2020. De lá para cá chegou a R$ 206,00. Porém, com esse aumento de preço, ocorreu uma verdadeira corrida em busca do lucro e agricultores de vários países desandaram a plantar soja, provocando oferta elevada e consequente queda no preço.

De acordo com Carlos Ronaldo Dávalo, da Granos Corretora, a cotação atual veio para ficar e por enquanto praticamente não existem perspectivas de que os preços melhorem consideravelmente. Analistas ainda não se arriscam a cravar se a tendência de aumento da última semana vai se manter, uma vez que a bolsa de Chicago, que serve de baliza mundial, não está apontando alterações importantes.

Apesar da escassez de chuvas no estado desde outubro do ano passado, o boletim da Aprosoja divulgado nesta terça-feira (6) mantém a previsão de que na safra atual sejam colhidas 13,8 toneladas de soja no Estado, com produtividade média de 54 sacas. Essa estimativa, porém, é feita com basa na produtividade dos últimos cinco anos, período em que os produtores enfrentaram fortes estiagens.

No ano passado, por exemplo, a produtividade chegou a dez sacas acima disso o Estado colheu pouco mais de 15 milhões de toneladas. Agora, segundo o boletim da Aprosoja, em pouco mais de 13% das lavouras a colheira já foi feita, ultrapassando meio milhão de hectares.  

“As primeiras áreas que foram colhidas na região nordeste indicam uma diminuição do potencial produtivo, variando entre 10 a 15 sacas por hectare”, cita o boletim, deixando claro que a colheita tende a ser menor que no ano passado. E à medida que a colheita avança e o mercado mundial perceber que a oferta de produto será menor que o estimado, os preços podem continuar reagindo, lembram analistas.

Por Neri kaspary / Correio do Estado

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