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13 de junho, 2017 às 08:06

Gustavo Cerbasi

Seu bolso no terremoto político

Foto: Divulgação

Vivemos um período de instabilidade e isso vale para as contas das famílias também. Governo à deriva, reformas no aguardo de alguém que reassuma o leme. A instabilidade afeta os mercados (tanto que levou a Bolsa de Valores de São Paulo a acionar o circuit breaker de interrupção dos negócios no dia seguinte à delação da JBS). Isso significa ações mais baratas, mas também que há gente abandonando o navio. Instabilidade traz insegurança no planejamento, que desestimula empresários e investidores a assumirem riscos, o que reduz a oferta de empregos e a demanda de serviços. Mais uma vez, o cenário é de uma economia em câmera lenta.
 
As estratégias para blindar as finanças exigem uma certa disposição, além de cautela e conservadorismo.
 
Nenhuma orientação é mais importante que trabalhar. Não se deixe paralisar pelas notícias. Proteste, mostre indignação, participe da transformação, mas trabalhe. O Brasil funciona há 517 anos, apesar de seus governos. Ao fazer o seu melhor diariamente, você agrega valor a uma economia sofrida e mostra que acredita nela.
 
Como trabalhar, se não há emprego? Trabalhe de graça, mas trabalhe. Ofereça degustações de sua capacidade, para que percebam seu valor e lhe deem a oportunidade depois de se certificarem de sua competência. Como demonstrar capacidade, se não a tenho? Então, antes de trabalhar, estude. Busque conhecimento do que importa saber em seu ofício. Comece por cursos gratuitos, pelo sistema S, por educação à distância. Agregue valor a você, enquanto não tiver condições de agregar valor à economia.
 
Adote um consumo flexível. Compre menos a prazo, compre em menores valores, compre com maior frequência. Não engesse seu orçamento, pois você não sabe se terá amanhã a renda que tem hoje – ou se a renda de amanhã valerá o que ela vale hoje.
 
Fuja das dívidas. Não se comprometa, a não ser consigo mesmo. Financiamentos? Não é hora de contratá-los, pois os juros estão em queda e ainda não há estímulo ao crédito, com pouca oferta. O crédito voltará quando a confiança voltar.
 
Seus investimentos devem ser conservadores. Em tempos de nervosismo, Bolsa de Valores vira cassino, e o jogo é para os experientes. Se estiver estudando o assunto, invista pouco em ativos de risco. Aproveite os ainda generosos juros da renda fixa – que, apesar de estarem em queda, ainda mantêm os ganhos do passado em razão da queda na inflação. Medo de o governo não honrar os títulos públicos? Desnecessário, pois o Tesouro Nacional mantém-se adimplente e tem a confiança de investidores. Quando os investidores não acreditarem mais, o governo terá de subir os juros. Não haverá sinal melhor do que esse de que estará chegando a hora de sair.
 
Cautela nas escolhas e dedicação nos levam a uma situação melhor no dia seguinte, mesmo que em meio a crises. Não se deixe contaminar.
 
Época, Globo
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