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09 de novembro, 2020 às 09:30

Polícia Federal apreende quase R$ 30 milhões e prende líderes que comandavam tráfico em MS

Operação Aversa foi deflagrada nesta manhã e cumpre 33 mandados em Mato Grosso do Sul e São Paulo

Da redação

Foto: Divulgação / PF

Mais uma operação contra o tráfico de drogas foi deflagrada nesta segunda-feira (9) pela Polícia Federal. A Operação Aversa, como foi batizada, pretende desarticular organização criminosa que transportava cocaína de Corumbá para o estado de São Paulo. 
 
Entre dinheiro e imóveis, investigação estima que mais de R$ 29,5 milhões tenham sido retirados da organização criminosa.
 
Estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão nos municípios de Corumbá e Campo Grande, além das cidades do interior de São Paulo, Guarulhos, Presidente Prudente, Martinópolis, Regente Feijó e Bauru.
 
Os presos serão conduzidos à Delegacia da Polícia Federal de Corumbá. Após os procedimentos legais, encaminhados ao presídio local, onde permanecerão à disposição da Justiça.
 
A operação foi iniciada no final de 2019, mas foi mantida em sigilo. Durante essa fase, mais de meia tonelada de cocaína foi apreendida e dois motoristas foram presos. Os policiais identificaram também valores ilícitos superiores a R$ 24 milhões movimentados pela organização criminosa desde o ano de 2018.
 
A operação resultou ainda na apreensão de caminhões, semirreboques, automóveis, lanchas, moto-aquática e no sequestro de bens imóveis, além do bloqueio de valores no sistema bancário. Somente entre os bens móveis e imóveis, foram resgatados R$ 5,5 milhões.
 
A Polícia Federal também identificou, no estado de São Paulo, o principal financiador das operações ilícitas do grupo e realiza a prisão de suas lideranças, desarticulando por completo o esquema criminoso.
 
De acordo com a polícia, o grupo possuía logística sofisticada e esquema de lavagem de dinheiro, que incluiu carretas construídas especificamente para o transporte de drogas. Pagamentos de motoristas, auxiliares e fornecedores de entorpecentes também eram feitos por uma equipe estruturada.
 
As investigações revelaram que a organização adquiria semirreboques e os “remontavam”, com uso de mão-de-obra especializada. Na reconstrução eram inseridos vãos nas longarinas, permitindo a ocultação de drogas em grandes quantidades dentro do novo espaço criado no interior dos “chassis” das carretas.
 
O nome da operação foi escolhido porque Aversa é uma localidade italiana conhecida pela produção de Mozzarella. Segundo a PF, o nome do queijo é o mesmo da alcunha de um dos principais investigados na operação.
Fonte: Gabrielle Tavares / Correio do Estado

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