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05 de outubro, 2021 às 13:51

PF caça quadrilha que comprava armas de MS e movimentou R$ 2 bilhões

No total, são cumpridos 496 mandados, 247 de prisão e 249 de busca e apreensão em dez estados

(Foto: Divulgação/PF)

Operação Balada, deflagrada na manhã desta terça-feira (5) pela PF (Polícia Federal), caça quadrilha especializada no tráfico de drogas, de armas de grosso calibre e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 2 bilhões nos últimos dois anos, em decorrência das atividades criminosas. O armamento comercializado pelo grupo era adquirido em Mato Grosso do Sul.

Segundo a PF, a organização criminosa operava ainda um estruturado esquema de tráfico de drogas e preparava entorpecentes para comercialização mediante o emprego de insumos químicos adquiridos por meio de empresas regularmente cadastradas. No período de sete meses, foram comprados no mercado regular, insumos capazes de manipular mais de 11 toneladas de cocaína.
 
Mandados - Além do estado sul-mato-grossense, os 496 mandados, 247 de prisão e 249 de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia, são cumpridos em Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Rondônia, Mato Grosso, Pará, Alagoas, Tocantins e Espírito Santo. Também são cumpridas outras medidas cautelares, como sequestro de bens e bloqueio de contas correntes. No total, participam da operação 850 policiais federais.
 
A droga era remetida dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rondônia, armazenada no Triângulo Mineiro e, na sequência, distribuída a várias regiões do País, em especial, os estados de Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
 
Investigações 
 
Ainda de acordo com as investigações, o grupo atuava também no tráfico ilegal de armas de fogo de grosso calibre. No curso dos trabalhos, foi apreendido um carregamento de 8 fuzis e 14 pistolas em março do ano passado, na cidade de Uberlândia.
 
O armamento comercializado pela quadrilha era adquirido no Mato Grosso do Sul, transportado para Uberlândia, e, posteriormente, destinado a grupos da região do Triângulo Mineiro, especializados no tráfico de drogas e roubos a banco, bem como a uma facção criminosa estabelecida no Rio de Janeiro (RJ). Os investigados utilizavam veículos especialmente preparados para o transporte das armas, com emprego de batedores durante os seus deslocamentos.
 
Para dissimular a origem criminosa do patrimônio acumulado, o bando utilizava um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, com a utilização de empresas de fachada e a aquisição de postos de combustíveis, hotéis, fazendas, imóveis, veículos e embarcações de luxo. Estima-se que mais de R$ 2 bilhões foram movimentados pelos investigados nos últimos dois anos.
 
As contas bancárias e bens identificados foram bloqueados por determinação judicial, assim como aproximadamente uma centena de imóveis. A operação foi batizada de balada pelo fato dos investigados ostentarem em redes sociais festas de luxo, inclusive, em outros países, com o uso de iates e carros esportivos. Mais informações serão divulgadas às 10h, em coletiva de imprensa na sede da Delegacia Regional de Uberlândia (MG).
 
Por Viviane Oliveira - Campo Grande News

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