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Dos estúdios para a sala de aula: banda Os Alquimistas abre bastidores de novo álbum para estudantes da UFMS
Foto: Divulfgação

Dos estúdios para a sala de aula: banda Os Alquimistas abre bastidores de novo álbum para estudantes da UFMS

Projeto financiado pelo FMIC promoveu imersão prática em produção musical e aproximou universitários da realidade do mercado fonográfico

Publicado em 09/06/2026 07:55

A produção de um álbum musical envolve muito mais do que compor e gravar canções. Entre captação de áudio, edição, mixagem, masterização e planejamento de lançamento, existe um universo técnico e criativo que muitas vezes permanece distante do público. Foi justamente esse processo que a banda Os Alquimistas decidiu compartilhar com estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) durante uma atividade voltada à formação de futuros profissionais da música.

A iniciativa integrou as ações de contrapartida social do projeto de gravação do primeiro álbum da banda, viabilizado por meio do Fundo Municipal de Investimentos Culturais (FMIC), e reuniu alunos da disciplina Música e Tecnologia para uma imersão nos bastidores da produção fonográfica.

O encontro foi conduzido pelos integrantes Leotta, Perim e Bo Loro, ao lado do produtor musical Anderson Rocha, responsável pelos trabalhos no Estúdio 45, onde o disco está sendo gravado. Durante a atividade, os estudantes tiveram acesso a etapas reais do desenvolvimento do álbum, acompanhando desde a gravação das faixas até os processos de pós-produção e preparação para lançamento em vinil.

Mais do que uma apresentação teórica, a proposta permitiu que os participantes observassem na prática como funciona a construção de um disco profissional. Foram abertas sessões reais de gravação para que os alunos analisassem pistas isoladas de instrumentos, técnicas de edição, organização das mixagens e decisões artísticas tomadas ao longo da produção.

Segundo Leotta, tecladista e vocalista da banda, a ideia surgiu da própria relação dos integrantes com a universidade. “Eu e o Perim somos alunos do curso de Licenciatura em Música da UFMS. A proposta nasceu dessa vivência acadêmica e da vontade de compartilhar um processo que estamos vivendo na prática. O professor Max Packer acolheu a ideia e a incorporou ao cronograma do projeto”, explica.

Experiência prática aproxima estudantes do mercado musical
Conhecida por misturar influências do rock de garagem, psicodelia e elementos da cultura regional, a banda aproveitou o encontro para compartilhar também sua trajetória na cena independente de Mato Grosso do Sul.

Ao apresentar os bastidores da produção, os músicos demonstraram como são utilizados softwares profissionais de gravação, conhecidos como DAWs (Digital Audio Workstations), ferramentas essenciais na indústria musical contemporânea.

Por meio desses programas, os estudantes puderam visualizar a estrutura completa das músicas, acompanhando o trabalho de gravação, edição e finalização das faixas. “Mostramos as sessões de duas músicas do álbum, apresentando os instrumentos de forma isolada, as etapas de mixagem, masterização e até os critérios utilizados para selecionar as melhores gravações que entrariam no disco”, relata Leotta.

Para o professor Max Packer, responsável pela disciplina Música e Tecnologia e coordenador do projeto de extensão Estúdio UFMuS, a atividade despertou grande interesse justamente por apresentar uma experiência concreta de produção musical. “Os alunos se envolveram bastante, especialmente ao conhecer a trajetória da banda e acompanhar um projeto desenvolvido por colegas do próprio curso. A apresentação dos processos de gravação e pós-produção dialoga diretamente com os conteúdos que trabalhamos em sala de aula”, destaca.

Produção de álbum amplia perspectivas profissionais
Além dos aspectos técnicos, a atividade também abordou caminhos de atuação para músicos independentes, incluindo a utilização de editais públicos como ferramenta para viabilizar projetos culturais.

Segundo Max, muitos estudantes já atuam profissionalmente no setor, mas ainda têm pouco contato com mecanismos de financiamento cultural.

“O relato da experiência dos Alquimistas mostra que é possível estruturar projetos, buscar recursos e desenvolver trabalhos de forma profissional. Isso serve como incentivo para que os alunos ampliem suas perspectivas de atuação no mercado”, avalia.

Para os organizadores, a aproximação entre universidade, artistas e profissionais do setor contribui para tornar mais acessíveis processos que muitas vezes parecem distantes da realidade acadêmica.

“Foi uma oportunidade de trazer para dentro da universidade uma experiência prática de gravação em ambiente profissional. Os estudantes participaram ativamente, fizeram perguntas e demonstraram grande interesse pelo processo”, afirma Leotta.

A iniciativa também abriu caminho para futuras parcerias entre a banda, a UFMS e o Estúdio 45, com a possibilidade de novas atividades formativas e projetos voltados aos estudantes do curso de Música.

O projeto conta com recursos do Fundo Municipal de Investimentos Culturais (FMIC), executado pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac). (Com informações Assessoria de Imprensa / UFMS).

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