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Aves e vaga-lumes são atrações do Parque Nacional das Emas

Fenômeno chamado 'bioluminescência' ilumina cupinzeiros na primavera

Publicado em 09/03/2012 07:00

Parque Nacional das Emas possui 500 espécies de plantas do cerrado (Foto: Weimer Carvalho/O Popular)

O que mais se vê no Parque Nacional das Emas, no sudoeste de Goiás, são longos passos. Com o título de Patrimônio Natural da Humanidade, a reserva abriga inúmeros animais que fazem jus ao seu nome de batismo. Embora o encontro espontâneo com as emas e outros animais seja o principal atrativo, o fenômeno chamado “bioluminescência” é indispensável aos olhos de quem vai ao lugar, localizado entre os municípios goianos de Mineiros, Serranópolis e Chapadão do Céu, a cerca de 480 km de Goiânia.

Nos cerca de 25 milhões de cupinzeiros registrados na área preservada, os vaga-lumes fazem um espetáculo à parte, principalmente durante as noites de primavera. Entre os buraquinhos cavados em uma espécie de “edificação natural”, as larvas do inseto emitem uma intensa luz esverdeada e dão um show ao formar diferentes pontos de iluminação.

Segundo o ambientalista Harley Anderson de Souza, que é professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), o Parque Nacional das Emas já identificou 1.600 espécies de animais e 500 tipos de plantas nativas do cerrado. Ele afirma que esse é um dado que faz com que o lugar conquiste cada vez mais turistas. “O parque possui uma diversidade paisagística muito grande e uma fauna silvestre de fácil visualização para os visitantes”, revela o professor.

Dentre as cerca de 400 espécies de aves registradas na região, as emas, que podem pesar até 36 kg e medir 1,5 metro de altura, são incontáveis na área de 132 mil hectares, protegida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Além das emas e dos vagalumes, outras espécies atraem muitos turistas. Entre campos de árvores retorcidas, o visitante se depara com animais como onça, tamanduá-bandeira, lobo-guará, papagaio, cobra-cipó, calango e tatu-canastra.

Atingindo as divisas dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o parque foi criado em 1961, pelo então presidente da República Juscelino Kubitschek, recebeu o título de Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2001.

Rios e Cachoeiras
Distante cerca de 25 km do parque, o município de Chapadão do Céu revela belezas entre a vegetação de cânions e água cristalina dos rios e cachoeiras que cortam a reserva. Entre eles, estão os rios Jacuba e Formoso, afluentes do Parnaíba da bacia do Paraná. O município conquistou o primeiro lugar no ranking das cidades mais desenvolvidas de Goiás, segundo estudo realizado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), em novembro do ano passado.

No Salto do Rio Formoso, indicado para prática de canoagem e rafting, os aventureiros de plantão podem desfrutar de uma queda d’água de aproximadamente 12 metros, entre corredeiras e remansos. Com os mesmos aspectos, mas com maior profundidade, a Cachoeira da Prata é apropriada para rapel e pequenos mergulhos. Já na Prainha do Formoso, o visitante encontra a calmaria acompanhada pela água clara e limpa.

Já no município de Mineiros, a beleza das três nascentes do Rio Araguaia torna o passeio ainda mais agradável. "Aqui, temos três nascentes do Araguaia bem preservadas, com reflorestamento de uma área particular fazendo um corredor entre elas. Recomendo a visita na nascente B, pois a visão é incrível", sugere o fotógrafo Adhemar Gomes, visitante frequente da região.

Pinturas rupestres
Para quem prefere conhecer a região de Serranópolis, antigo distrito da cidade de Jataí,os sítios arqueológicos são os principais atrativos. Inscrições rupestres – representando, sobretudo, animais, cenas do cotidiano e símbolos religiosos – atraem pesquisadores e turistas interessados em conhecer as serras com grutas, onde foi encontrado o esqueleto fóssil de humano, datado de 11 mil anos, que ficou conhecido como “Homem de Jataí”.

Em uma área com 25 km², há cerca de 40 abrigos, dos quais pelo menos oito serviram de moradia para os que os pesquisadores acreditam ter sido os primeiros habitantes do cerrado brasileiro. Calcula-se que a região abrigou 550 gerações indígenas. Entretanto, para esse tipo de visita, é indicado contratar um guia experiente. Ele poderá verificar a distância entre as grutas e os melhores trajetos para chegar até elas.

Fonte: G1

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