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Galerias de Nova York são devastadas pelos efeitos de Sandy

Ainda falta luz na região

Publicado em 05/11/2012 13:23

Porões inundados até o teto e obras de arte danificadas - algumas para sempre. Esta é a realidade de quem administra ou trabalha em pelo menos uma dúzia de galerias do bairro nova-iorquino de Chelsea, após a tempestade Sandy.

Nos últimos dias, foram postadas na internet dezenas de vídeos, fotos, relatos e pedidos de ajuda que mostram que a região mundialmente conhecida como o coração artístico de Manhattan também foi brutalmente afetada pela catástrofe da semana passada e, no momento, luta para se livrar da lama e da água com a ajuda de pás, baldes, geradores e bombas de sucção. Ainda falta luz na região.

Impulsionadas por ventos de até 130km/h, as águas geladas do Rio Hudson tomaram as ruas e invadiram com violência diversas galerias - sobretudo as situadas entre a 10ª e 11ª avenidas - e chegaram a atingir 1,5 metro de altura no térreo de algumas delas. Sandy não poupou ninguém. Afetou de forma desoladora tanto um pequeno sebo de livros, que precisou pedir ajuda a clientes via Facebook para iniciar o processo de limpeza, quanto os três espaços expositivos do marchand Larry Gagosian. Sua galeria na Rua 21 foi inundada por 1,2m de água, cobrindo parte de uma escultura de Henry Moore que havia sido instalada antes do furacão.

Segundo o site da revista "Artinfo", que mostra em vídeo como obras de arte têm convivido com água e lama, estão na lista de afetadas as galerias R 20th Century, Rachel Uffner, Postmasters, Eyebeam e Zach Feuer. A página diz ainda que o New Museum e o Storm King Art Center também foram atingidos, mas não detalha de que forma.

De acordo com o jornal "The New York Times", quem circula pela região ouve o ruído insistente de geradores e bombas, que, desde quarta-feira, jogam nas ruas litros e litros de água retirados de porões e armazéns. Rodo e balde também estão por todos os lados. Vale tudo.

"Esperávamos 30cm, mas a água chegou a 1,2m", contou ao "The New York Times" David Zwirner, galerista da Rua 19.

Até agora, a Zach Feuer Gallery foi a mais afetada. Seu proprietário - que dá nome ao espaço da Rua 22 - calcula que só 2% do acervo passaram incólumes ao 1,5m de água.

"Quando cheguei aqui, encontrei peças que estavam no fundo da galeria encostadas na vitrine da frente", contou Feuer ao jornal nova-iorquino.

Ainda não é possível dizer quantas nem quais obras foram destruídas. Muito menos quando (e se) será pago o seguro por elas já que, na maioria das vezes, as seguradoras não cobrem danos causados por catástrofes naturais.

Alguns galeristas, no entanto, já arriscam um palpite sobre o tamanho do prejuízo.

"Eu provavelmente perdi uns US$ 100 mil em arte", disse à "Business Week" a galerista Rachel Churner, da Churner and Churner. "Nosso porão estava molhado até o teto."

O Sandy também levou ao adiamento de um dos eventos mais importantes da Sotheby's. A casa mudou do dia 5 para o dia 8 seu leilão de arte moderna e impressionista. Em nota, a empresa explicou: "A mudança permitirá que nossos clientes e equipe internacional tenham mais flexibilidade para ver a exposição das peças e participar do leilão".

Fonte: O Globo

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