Mais de 3,4 mil refugiados encontram acolhimento e esperança por meio de projetos humanitários na África
No Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho, Fraternidade Sem Fronteiras destaca ações que transformam vidas de famílias afetadas por guerras e crises humanitárias
Publicado em 20/06/2026 07:27
Milhões de pessoas em todo o mundo carregam a marca do deslocamento forçado, deixando para trás casas, famílias e histórias em busca de segurança e sobrevivência. Neste 20 de junho, data em que é celebrado o Dia Mundial do Refugiado, a Fraternidade Sem Fronteiras (FSF) chama atenção para a realidade vivida por populações afetadas por conflitos armados e reforça o impacto de seus projetos humanitários, que atualmente beneficiam mais de 3,4 mil pessoas refugiadas no continente africano.
Criada em Campo Grande (MS), a organização mantém iniciativas no Malawi e no Burundi, oferecendo acolhimento, alimentação, educação, saúde e oportunidades de reconstrução de vida para famílias que precisaram fugir de guerras, perseguições e violações de direitos humanos.
Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), mais de 117,3 milhões de pessoas vivem atualmente em situação de deslocamento forçado em todo o planeta, consequência de conflitos, violência e crises humanitárias. O cenário representa uma das maiores emergências sociais da atualidade.
No Burundi, a FSF desenvolve desde 2021 o projeto Órfãos do Congo, criado para acolher crianças que perderam os pais em decorrência dos conflitos que assolam a República Democrática do Congo há mais de três décadas. Hoje, 326 crianças vivem em lares mantidos pela organização, onde recebem moradia, alimentação, atendimento em saúde, acompanhamento socioemocional e acesso à educação.
Já no Malawi, a organização atua por meio do projeto Nação Ubuntu, instalado ao lado do Campo de Refugiados de Dzaleka, que abriga milhares de pessoas oriundas principalmente da República Democrática do Congo, Ruanda e Burundi. A iniciativa promove ações voltadas ao desenvolvimento comunitário, com programas de educação, capacitação profissional, agrofloresta, geração de renda e acesso a serviços básicos.
Atualmente, mais de três mil pessoas refugiadas são diretamente impactadas pelas atividades desenvolvidas pelo projeto. No entanto, a demanda ainda é muito maior: estima-se que cerca de 60 mil pessoas vivam em Dzaleka, enquanto a fila de espera por atendimento chega a ser vinte vezes superior à capacidade atual das ações.
Além de assistência emergencial, a Fraternidade Sem Fronteiras busca oferecer condições para que crianças, jovens e famílias possam reconstruir suas trajetórias com dignidade, autonomia e perspectivas de futuro.
Ao todo, os projetos mantidos pela organização garantem mais de 3.400 acolhimentos, cerca de 172 mil refeições mensais e a permanência de mais de dois mil estudantes matriculados em escolas, fortalecendo oportunidades de desenvolvimento humano em regiões marcadas pela vulnerabilidade social.
Neste Dia Mundial do Refugiado, a data se torna também um convite à reflexão sobre a importância da solidariedade internacional e do apoio a iniciativas que possibilitam não apenas a sobrevivência, mas a reconstrução de vidas interrompidas pela violência e pelo deslocamento forçado.
Fundada em Mato Grosso do Sul, a Fraternidade Sem Fronteiras atende atualmente cerca de 37 mil pessoas em diferentes países, mantendo projetos permanentes de combate à fome, educação, acolhimento e desenvolvimento social, financiados principalmente por meio de doações e programas de apadrinhamento solidário.
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