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Fotógrafo suíço que fez imagens de sucuris gigantes fala da sensação em fotografar animais nos rios de MS

Franco Banfi registra a vida selvagem há 35 anos.

Publicado em 13/05/2021 17:06

Fotógrafo suíço que fez imagens de sucuris gigantes fala da sensação em fotografar animais nos rios de MS
Foto: Daniel De Granville / Photo in Natura

Com 35 anos de experiência e um vasto roteiro de viagens pelos "quatro cantos" do mundo, o fotografo subaquático suíço, Franco Banfi, com especialização em registrar a vida selvagem, contou com exclusividade ao G1, a experiência de fotografar sucuris gigantes nos rios de águas cristalinas de Mato Grosso do Sul.

"A sensação de fotografar uma cobra como essa, é que pessoalmente, ela parece ser mais escura, mas quando chega-se perto, é possível ver o quão grande essa sucuri é. Em toda minha carreira, essas são as maiores que já fotografei". É incrível!, explicou ao G1.

Banfi, de 63 anos, conta que os registros foram feitos durante as expedições que sempre acontecem no inverno, porque esse é o período de acasalamento da espécie, o que torna mais fácil avistá-las (leia mais abaixo). No entanto, em 2020 essas excursões foram canceladas, por conta da pandemia de Covid-19.

Debaixo d'água ou em solo firme, profissionais estrangeiros e apaixonados pela vida selvagem chegam anualmente ao estado, na região de Bonito, a 300 km de Campo Grande, em busca dos exemplares que chegam a medir 7 metros de comprimento.

Mas, diante da impossibilidade de expedições – o que consequentemente inviabiliza novas imagens desses répteis –, o fotógrafo que além de fotografar baleias, tem viralizado na internet após uma imagem impressionante dele fotografando uma sucuri com mais de 200 quilos.

O fotografo que sempre vêm a Mato Grosso do Sul, contou que planeja voltar em 2022 e se possível, reviver a experiência de fotografar os animais. No Brasil, visitou por quatro vezes Bonito, além do Pantanal, Amazonas e Fernando de Noronha.

Um dos guias e também responsável por auxiliar esses fotógrafos subaquáticos em rios da região de Bonito, Daniel De Granville, conta que seu trabalho é garantir tanto a segurança deles quanto a das sucuris, para que elas não se sintam ameaçadas pela presença do homem.

"Deixo bem claro para os fotógrafos, que aqui não se deve chegar muito perto das sucuris e muito menos encostar nelas, até por conta da nossa legislação. Caso o animal se sinta incomodado, a expedição termina naquele momento", explicou o biólogo ao G1.

Granville que também é responsável por fazer registros dos fotógrafos durante as expedições, acabou viralizando na internet. Ele reforça que a difusão das imagens das sucuris vem contribuindo para a desmistificação de que se trata de um animal é perigoso. E as, fotos que mostram tantos detalhes, ajudam no avanço das pesquisas científicas.

"Depois que começamos a exibir fotos assim, os turistas que vêm a Bonito e região têm mostrado mais interesse e curiosidade em ver de perto esses animais", afirma.

Por que no inverno?

O biólogo também explicou por que o inverno é mais favorável:

"Por conta das baixas temperaturas, nessa época, as noites são frias e, durante o dia, as sucuris costumam sair para tomar sol de manhã e aí é o momento que fica mais fácil para fazer os flagrantes".

Segundo Granville, é preciso paciência antes de encontrar os animais, porque eles são discretos, não costumam fazer barulhos e não deixam rastros.

O biólogo destaca outro ponto: muitos proprietários rurais hoje demonstram orgulho em ter sucuris em suas propriedades. "Antes era relativamente comum quererem se livrar destes animais, por medo. Hoje eles nos chamam para mostrar o bicho quando encontram", afirma.

Por Flávio Dias, G1MS — Campo Grande

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