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COP15 será realizada em Campo Grande de 23 a 29 de março; abertura neste domingo (22) terá Lula, ministros e chefe de Estado
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COP15 será realizada em Campo Grande de 23 a 29 de março; abertura neste domingo (22) terá Lula, ministros e chefe de Estado

Conferência da ONU sobre espécies migratórias começa com sessão especial no Centro de Convenções e coloca MS no centro da agenda ambiental global

Publicado em 21/03/2026 10:24

A realização da COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias em Campo Grande/MS, entre os dias 23 e 29 de março, deve colocar o Brasil no centro das discussões internacionais sobre biodiversidade e preservação ambiental. A abertura da agenda política do evento ocorre neste domingo (22), às 16h, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ministros de Estado e autoridades estrangeiras.

A sessão especial será realizada no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo e contará também com a presença do presidente do Paraguai, Santiago Peña, além de integrantes do alto escalão do governo federal. De acordo com a Secretaria de Comunicação da Presidência, acompanham Lula o ministro Mauro Vieira e as ministras Marina Silva, Sonia Guajajara, Simone Tebet e Luciana Santos, além de outras autoridades.

Realizada pela primeira vez no Brasil, a conferência integra a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres e deve reunir mais de dois mil participantes, entre representantes de governos, cientistas, organizações internacionais e sociedade civil. Ao longo de uma semana, o encontro vai discutir medidas para conter o avanço das ameaças às espécies migratórias, que dependem de diferentes territórios ao longo de seus ciclos de vida e, por isso, exigem cooperação entre países.

Estudos recentes apontam que uma parcela significativa dessas espécies está em declínio, pressionada principalmente pela perda de habitat, mudanças climáticas, poluição e expansão de atividades humanas. Diante desse cenário, a COP15 deve avançar em compromissos internacionais voltados à proteção de rotas migratórias, criação de corredores ecológicos e fortalecimento de áreas protegidas, além de debater mecanismos de financiamento ambiental.

A escolha de Campo Grande como sede do evento é considerada estratégica por especialistas, principalmente pela proximidade com o Pantanal — uma das regiões com maior biodiversidade do planeta e rota de diversas espécies migratórias, especialmente aves. O Brasil, nesse contexto, é visto como peça-chave nas negociações globais, tanto pela dimensão de seus biomas quanto pela responsabilidade na conservação de habitats críticos.

A participação de Luiz na sessão especial deste domingo é interpretada como um movimento de reforço da agenda ambiental brasileira no cenário internacional. A presença de chefes de Estado e ministros amplia o peso político do encontro e sinaliza a tentativa do país de consolidar protagonismo nas discussões globais sobre biodiversidade e enfrentamento às mudanças climáticas. A conferência será presidida pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, e deve gerar desdobramentos que influenciem políticas públicas e acordos internacionais nos próximos anos.

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