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Prefeito Baird rejeita homofobia e diz que filho vai pagar por agressão

Agora, Jesus Baird promete mudar as regras com o filho

Publicado em 19/04/2011 16:36

Marcas da agressão em rapaz espancado por grupo na madrugada de sexta (Foto: Divulgação)

“Ele vai pagar tim-tim por tim-tim”, afirmou o prefeito de Costa Rica, Jesus Baird (PMDB), sobre as agressões que o filho dele, o estudante de Direito, André Baird, 20 anos, cometeu contra um jovem de 21 anos, em Campo Grande, na madrugada de sexta-feira. O prefeito disse que soube no domingo do acontecido, por meio da irmã de André, que mora e estuda na Capital, e “imediatamente” determinou aofilho que se apresentasse à Polícia.

Baird diz, porém, que André nega a conotação que está sendo dada às agressões como sendo crime motivado por homofobia, ou seja, aversão a homossexuais. “Pelo que ele contou, foi vias de fato”.

Segundo o prefeito, o filho estava na mesma boate de onde jovem agredido havia saído, a Neo, que costuma ser freqüentada pelo público gay nas noites de quinta-feira para sexta-feira, e pode ter havido uma “rixa desde lá de dentro”.

Sobre as agressões verbais relacionadas à orientação sexual da vítima proferidas durante o espancamento, o prefeito afirma que foram “xingamentos” apenas.

“Foi molecagem”, definiu, dizendo que o fato de não considerar que seja um caso de homofobia diminua a gravidade da situação. “Não justifica o que ele fez”.

Na delegacia, ao prestar depoimento esta manhã, André Baird admitiu, segundo a delegada Daniela Kades, que ele e dois amigos decidiram bater na vítima porque se tratava de um homossexual. Ainda de acordo com a delegada, ele não apresentou razão plausível para a violência.

Decepção-“É um trem que derruba a gente”, afirmou o prefeito, sobre a surpresa dele e da esposa quando viram o filho envolvido na confusão, que deixou a vítima bastante machucada e André Baird com um braço engessado.

O prefeito contou que o filho foi criado em Costa Rica até os 18 anos e que, depois disso, decidiu vir para Campo Garnde, para estudar. “Até os 18 anos, quando eu mandava nele, ele não freqüentava esses bares, boates”.

Segundo ele, os filhos foram criados na Igreja Presbiteriana,com valores bastante rigorosos. “Eu não criei meus filhos assim”, afirma. Ele disse, por exemplo, ser radicalmente contra a bebida alcoólica, e lamentou o fato de o filho ter admitido que abusou do álcool na noite dos fatos.

Agora, Jesus Baird promete mudar as regras com o filho. “Vou colocar ele no trabalho”.

O jovem prestou depoimento esta manhã e deve responder por lesão corporal (que tem pena prevista de 3 meses a um ano) e injúria (cuja pena é de 1 a 6 meses). Um outro jovem que estava com ele, não identificado, também prestou depoimento. O terceiro que participou das agressões e um quarto que ficou no carro onde eles estavam também deve prestar depoimento hoje.

O caso corre em segredo de Justiça, a pedido da família da vítima.

(Campo Grande News)

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