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CMCR SETEMBRO AMARELO

11 de julho, 2018 às 09:05

Cláudia venceu o câncer e faz corações que aliviam a dor de quem retirou a mama

Lembranças foram produzidas em Costa Rica e serão doadas à mulheres que enfrentam diariamente o câncer

Foto: Arquivo Pessoal

Lidar com a perda do seio para o câncer de mama é um momento difícil para muitas mulheres. A dor física e emocional vem acompanhada na necessidade de amparo e quem viveu de perto a situação, sabe como cada gesto de amor e carinho faz toda diferença durante o processo de recuperação. Foi pensando nisso que a enfermeira Claudia Daniela Simiole, de 44 anos, decidiu produzir almofadas em formato de coração para doar à mulheres que enfrentam a doença.
 
Quem conta a iniciativa de Claúdia é a mãe, Vanda Ilza Faça Simioli, de 63 anos, que mora em Costa Rica, a 305 quilômetros de Campo Grande, e recebeu a visita da filha, atualmente em Brasília, que lhe contou que havia sido presenteada com almofadas.
 
“Ela ficou muito feliz com o presente e prometeu para a médica que doaria 90 almofadas, para que fossem entregues às mulheres que vão ser operadas no Hospital Regional de Taguatinga, durante o Outubro Rosa. Por isso, pediu minha ajuda para fazer. Sei que até agora serão 70 mulheres operadas”, explica.
 
As lembranças vão para Brasília, no próximo mês. O gesto de Claúdia comoveu moradoras da região ,que não deixam de ajudar mãe e filha neste projeto. “Quando minha filha esteve na cidade e fomos até uma loja comprar tecidos, o dono até nos deu um desconto. Com intuito de ajudar, descontou R$ 200,00 de R$ 600,00 que foi o total”, diz.
 
A ideia de produzir almofadas, segundo Vanda, surgiu pelas mãos de Janet Kramer Mai, "sobrevivente" de uma cirurgia de mastectomia em 2002. De lá para cá, o coração que encaixa perfeitamente debaixo dos braços, serviu para amenizar a dor.
 
“Ela é projetada em forma de coração para ser colocada debaixo do braço. A proposta é desenvolver almofadas ergonômicas para descanso de braço das pacientes, ajuda no alívio da dor, na redução do inchaço linfático provocado pela cirurgia, na diminuição da tensão dos ombros e também como apoio do cinto de segurança do veículo, ao sair do hospital", explica Vanda.
 
Um detalhe importante é que para que as almofadas possam ser usadas, e tenham resultado "medicinal", é necessário um tamanho correto, enchimento com pluma siliconada e tecido 100% algodão.
 
Gratidão - Vanda lembra que a filha ficou emocionada com tanto carinho e decidiu, apenas, retribuir. "A almofada fez ela se sentir abraçada. O momento era de sensibilidade e quando recebeu a lembrança foi o mesmo que um consolo para tudo que estava passando”, explica.
 
Na cidade, cerca de seis mulheres se dedicaram a produzir as almofadas, entre amigas e familiares, para chegar a tempo no Distrito Federal.
 
“Vamos mandar e minha filha vai entregar à médica que fez o tratamento, em forma de agradecimento por tudo ter dado certo”, finaliza.
 
Lado B/Campo Grande News 
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