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Falta de planejamento administrativo faz Baird reduzir atendimento à população

A redução de horário de trabalho prejudica o cidadão e demonstra incompetência administrativa

Publicado em 27/04/2012 08:22

Prefeito Jesus Baird (Foto: Arquivo/CR em Foco)

Os problemas financeiros da Prefeitura de Costa Rica (MS) vêm aumentando radicalmente nesses últimos meses, conforme informações que chegaram a nossa redação. Ao que tudo indica, se trata mais uma vez, da incapacidade de gerir os recursos públicos do município.

O que se viu nos últimos meses, foi uma enxurrada de propaganda da atual gestão, pregada em postes da Avenida José Ferreira da Costa e em placas “outdoors” nas entradas e saídas da cidade, anunciando a redenção da população de Costa Rica, mas, parece que se tratava de mais uma enganação, em razão das medidas tomadas com a edição do Decreto nº 4.086, de 18 de abril de 2012, que reduziu o horário de funcionamento dos órgãos que compõem a Prefeitura de Costa Rica.

Diante dessa falta de planejamento administrativo, os servidores públicos estão sendo obrigados a reduzir drasticamente os gastos, em virtude do descontrole orçamentário. Estes fatos demonstram a incapacidade do administrador público em gerir os recursos financeiros do município colocados à sua disposição.

“Gastaram-se horrores com a promoção pessoal de uma gestão ineficiente, e se perdeu o controle definitivo”, declara uma servidora que pediu para ter seu nome preservado por medo de repressão. Ela finaliza suas palavras dizendo:

“Não se resolve problema administrativo baixando decreto e cortando cafezinho é preciso ter competência gerencial, liderança, qualidades que faltam ao nosso gestor público”.

Conforme o Decreto Nº. 4.086, fica determinado novo horário de funcionamento das repartições públicas municipais das 7h às 13h, para que sejam reduzidos os custos da máquina administrativa, economizando em energia, telefone, horas extras e diárias de funcionários. Desde o dia 23 de abril, a Prefeitura e as secretarias do Município estão funcionando em horário especial.

Perante essa atitude desesperada, fazemos um questionamento:

Será que reduzir horário de funcionamento de órgãos públicos corta despesas?

“É lógico que não, basta o prefeito cortar os telefones celulares dos “aspones” de plantão, fiscalizar quem realmente está trabalhando, pois a Prefeitura hoje é uma verdadeira casa da mãe Joana, e é a população que pague o pato”, disse indignada a servidora pública que finalizou suas palavras “e pior há quem diga que a redução de trabalho é na verdade uma estratégia política para colocar os “aspones” na rua para pedir votos”.

*Matéria alterada às 09h49, de 27 de abril de 2012 para acréscimo de informaçoes*

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