Black Friday 2025 deve ter queda de 18% em MS, mas segue como data estratégica para o varejo
Pesquisa do IPF/MS e Sebrae MS estima movimentação de R$ 354 milhões no Estado; maioria dos consumidores pretende comprar on-line e priorizar itens de necessidade
Publicado em 24/11/2025 07:10
A Black Friday 2025 deve movimentar R$ 354 milhões no comércio de Mato Grosso do Sul, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF/MS) em parceria com o Sebrae MS. O valor representa uma queda de 18% em relação ao ano passado, em um cenário marcado pela maior cautela do consumidor diante do momento econômico.
Para a economista do IPF/MS, Ludmila Velozo, mesmo com a retração no volume financeiro, o período continua sendo relevante para o setor varejista. Segundo ela, os consumidores estão mais criteriosos, planejando compras e pesquisando preços com antecedência. “O que observamos em 2025 é um comportamento mais racional, em que o cliente compara preços, prioriza itens de maior necessidade e busca descontos realmente vantajosos. Isso explica tanto a queda no volume total quanto a manutenção do interesse pela data”, afirma.
A pesquisa mostra que 52% dos entrevistados pretendem comprar na Black Friday deste ano, enquanto 48% não devem realizar compras. Entre os consumidores que irão gastar, a preferência é majoritariamente digital: 78% farão compras on-line, e 23% devem comprar em lojas físicas. Para aqueles que vão às ruas, a região central segue como principal destino (43%), seguida por shoppings (27%), galerias (13%) e comércio de bairro (12%).
O gasto médio previsto neste ano é de R$ 454,73. A maior parte dos consumidores pretende gastar entre R$ 300 e R$ 400 (21%) ou entre R$ 200 e R$ 300 (20%). Ainda segundo o perfil da amostra, trabalhadores com carteira assinada são maioria entre os compradores (51%), seguidos por empresários (16%), autônomos (14%) e servidores públicos (12%).
Entre os produtos mais desejados para a Black Friday 2025, lideram itens relacionados ao trabalho, com 21% das intenções. Na sequência aparecem notebooks e computadores (20%), enquanto móveis, eletrodomésticos e eletrônicos somam 19% das preferências. Tablets e celulares registram 14%, e 10% dos consumidores ainda não decidiram o que vão comprar.
Entre os que não pretendem consumir na data, 53% apontam desconfiança em relação aos descontos como principal motivo. A incerteza econômica pesa na decisão de 20% do público. Outros 10% afirmam estar receosos em gastar no momento, e 18% dizem que não vão aproveitar a Black Friday por falta de dinheiro.
O levantamento ouviu 1.982 pessoas entre os dias 3 e 8 de novembro em sete municípios do Estado: Bonito, Campo Grande, Coxim, Corumbá/Ladário, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas. A margem de erro varia entre 5% e 6%, com intervalo de confiança de 95%. (Com informações Infinito Comunicação).
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