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Mercado imobiliário de Campo Grande mantém demanda aquecida e estoque saudável em 2026
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Mercado imobiliário de Campo Grande mantém demanda aquecida e estoque saudável em 2026

Intenção de compra chega a 52%, maior índice da série histórica, enquanto imóveis de médio padrão concentram 80% das vendas no segundo trimestre

Publicado em 31/08/2026 07:00

O mercado imobiliário de Campo Grande encerrou o segundo trimestre de 2026 com demanda aquecida, valorização dos imóveis e estoque considerado saudável. A intenção de compra chegou a 52%, o maior índice da série histórica, enquanto o estoque de imóveis residenciais verticais ficou em 2.033 unidades.

Os dados fazem parte do censo imobiliário apresentado nesta sexta-feira (28) pelo Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul (Sinduscon-MS), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica.

A intenção de compra avançou três pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025. Entre os consumidores que pretendem adquirir um imóvel, 68% planejam fechar negócio em até dois anos e 31% indicam intenção de compra nos próximos 12 meses.

Outro destaque foi o desempenho dos imóveis de médio padrão, responsáveis por 80% das vendas de unidades residenciais verticais no trimestre. Os produtos de dois e três dormitórios tiveram forte participação nas comercializações.

Estoque abre espaço para novos empreendimentos

As 2.033 unidades disponíveis são consideradas um volume equilibrado para o tamanho do mercado da Capital. Entretanto, algumas tipologias já apresentam menor oferta, o que pode abrir espaço para novos lançamentos.

“Temos um estoque de 2.033 unidades, que é extremamente saudável. Campo Grande tem todas as características para aumentar ainda mais o número de vendas, e é importante que novos lançamentos aconteçam, até porque algumas tipologias já estão quase escassas, principalmente os produtos de um dormitório”, afirma Rafael Tenuta, vice-presidente do Sinduscon-MS.

No segundo trimestre, foram lançados dois empreendimentos residenciais verticais, ante cinco no mesmo período de 2025, uma redução de 60%. Apesar da queda no número de projetos, a quantidade de unidades lançadas cresceu: passou de 144 para 352, avanço de 144%.

Metro quadrado chega a R$ 9,8 mil

A valorização dos imóveis também aparece no levantamento. O preço médio do metro quadrado residencial vertical alcançou R$ 9.857 no segundo trimestre de 2026.

Segundo Anderson Gonçalves, head Centro-Oeste e Norte da Brain Inteligência Estratégica, Campo Grande mantém indicadores positivos de demanda e comercialização, apesar da redução no número de lançamentos.

“Nós estamos com um cenário de demanda positiva, de forma geral. O Minha Casa, Minha Vida está bem aquecido nas vendas e, no segundo trimestre, o imóvel de médio padrão representou 80% das vendas aqui em Campo Grande”, destaca.

O levantamento também identificou crescimento do crédito destinado à construção e à aquisição de imóveis no primeiro semestre de 2026, em comparação com igual período do ano anterior, mesmo diante do cenário de juros elevados.

Com demanda elevada, estoque equilibrado e algumas categorias com menor disponibilidade, os indicadores apontam oportunidades para novos empreendimentos, ao mesmo tempo em que reforçam a necessidade de acompanhar o perfil dos imóveis procurados pelos consumidores.

O censo imobiliário é realizado periodicamente pelo Sinduscon-MS em parceria com a Brain Inteligência Estratégica e acompanha lançamentos, vendas, estoque, preços e outros indicadores do mercado de Campo Grande.

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