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Desenvolvimento, indústria e novas cadeias produtivas consolidam transformação econômica de Mato Grosso do Sul

Jaime Verruck destaca avanços na atração de investimentos, fortalecimento de fornecedores locais, expansão da citricultura e retomada de grandes projetos industriais

Publicado em 02/06/2026 07:35

Desenvolvimento, indústria e novas cadeias produtivas consolidam transformação econômica de Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul vive uma das fases mais significativas de sua história econômica, marcada pela chegada de grandes empreendimentos, expansão industrial, diversificação da produção e geração de empregos. Para o economista e ex-secretário estadual de Desenvolvimento, Jaime Verruck, os resultados observados atualmente são consequência de uma estratégia construída ao longo dos últimos anos para fortalecer a competitividade do Estado e criar oportunidades para empresas e trabalhadores sul-mato-grossenses.

Durante encontro empresarial, que reuniu cerca de 60 empresários e contou com a presença do senador Nelsinho Trad e do deputado estadual Paulo Corrêa, Verruck destacou a importância da integração entre grandes investimentos e os pequenos negócios locais.

Segundo ele, uma das principais preocupações ao longo do processo de atração de empreendimentos foi garantir que empresas sul-mato-grossenses também participassem desse crescimento. Nesse contexto, o Programa Encadeamento Produtivo, desenvolvido em parceria entre o Governo do Estado e o Sebrae/MS, tornou-se uma ferramenta estratégica para aproximar fornecedores locais das grandes indústrias.

A iniciativa qualifica pequenas empresas para fornecer produtos, insumos e serviços aos empreendimentos instalados em Mato Grosso do Sul. Apenas em 2025, quatro projetos foram conduzidos pelo programa, beneficiando 158 empresas e 70 propriedades rurais. “Quando é dada a oportunidade, pequenas empresas locais se tornam fornecedoras de grandes empresas. Temos profissionais altamente qualificados e empreendedores competentes que já atendem outros estados e que também podem fornecer para grandes indústrias instaladas aqui”, afirmou.

Citricultura avança e diversifica a economia
Outro destaque apontado por Verruck é a rápida expansão da citricultura no Estado. Em apenas três anos, a área destinada ao cultivo de citros passou de 2,5 mil hectares para 36,5 mil hectares, consolidando uma nova cadeia produtiva em Mato Grosso do Sul.

O crescimento é atribuído a fatores como condições climáticas favoráveis, disponibilidade de áreas para expansão e uma legislação rigorosa voltada ao combate ao greening, doença considerada uma das maiores ameaças aos pomares citrícolas e que afeta importantes regiões produtoras do país.

Atualmente, a produção de citros já está presente em 44 municípios sul-mato-grossenses. “Mato Grosso do Sul tem vantagens competitivas para a produção de citros. O Estado vem demonstrando capacidade de consolidar novas cadeias produtivas globais, assim como ocorreu com a celulose, ampliando a diversificação econômica e a geração de empregos”, destacou.

Retomada da UFN3 abre novas perspectivas para Três Lagoas
A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN3), em Três Lagoas/MS, também foi apontada como um dos projetos mais importantes para o futuro da economia sul-mato-grossense.

Após permanecer hibernada por quase uma década, a unidade começa a dar sinais concretos de reativação. Empresas contratadas para executar etapas da obra já iniciaram processos de contratação de trabalhadores, movimentando o mercado local.

De acordo com Verruck, a reativação da planta representa um avanço estratégico não apenas para o município, mas para todo o país. “A UFN3 terá capacidade para produzir cerca de 15% da ureia consumida atualmente pelo Brasil. Trata-se de um insumo fundamental para a agricultura nacional e que ajudará a reduzir a dependência de importações”, afirmou.

Quando estiver em operação, a unidade integrará o conjunto de quatro fábricas da Petrobras responsáveis por atender aproximadamente 35% da demanda nacional por fertilizantes nitrogenados.

Indústria gera mais empregos e amplia participação na economia
O crescimento industrial também aparece como um dos principais indicadores da transformação econômica do Estado. Dados do Observatório da Indústria mostram que o número de empregos formais no setor passou de 123.102 em 2015 para 171.716 em 2025.

No mesmo período, o número de empresas industriais aumentou de 6.123 para 8.462. Já o rendimento médio nominal dos trabalhadores praticamente dobrou, saindo de R$ 1.946 para R$ 3.330.

Para Verruck, os resultados refletem um conjunto de ações voltadas à atração de investimentos, qualificação profissional e fortalecimento do ambiente de negócios. “A indústria de Mato Grosso do Sul tem papel estratégico no desenvolvimento econômico. Ao longo dos últimos anos, o Estado criou condições para diversificar suas atividades produtivas, preparar mão de obra local e atrair importantes investimentos. Hoje colhemos os resultados desse trabalho por meio da geração de emprego, renda e oportunidades para a população”, concluiu. (Com informações Assessoria de Imprensa).

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