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Mato Grosso do Sul recebe mais de 5 mil tubetes de insulina glargina para distribuição pelo SUS
Foto: Divulgação

Mato Grosso do Sul recebe mais de 5 mil tubetes de insulina glargina para distribuição pelo SUS

Medicamento de ação prolongada substituirá gradualmente a insulina NPH para crianças, adolescentes e idosos com diabetes, oferecendo mais segurança e qualidade de vida

Publicado em 24/07/2026 07:16

Mato Grosso do Sul recebeu 5.156 tubetes de insulina glargina e 1.409 canetas reutilizáveis para aplicação do medicamento, que passa a ser disponibilizado gradualmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição faz parte da estratégia do Ministério da Saúde para substituir, de forma progressiva, a insulina NPH por um tratamento mais moderno destinado a pacientes com diabetes.

O novo medicamento será oferecido a crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e a pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2, sempre mediante avaliação clínica e prescrição médica.

Em todo o país, o Ministério da Saúde já distribuiu cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina. A previsão é que todos os estados recebam os insumos até o fim deste mês.

A insulina glargina possui ação prolongada e, na maioria dos casos, requer apenas uma aplicação diária, ao contrário de outros esquemas terapêuticos que podem exigir até três aplicações no mesmo período.

Além de simplificar o tratamento, o medicamento proporciona maior estabilidade no controle da glicemia, reduz o risco de episódios de hipoglicemia e contribui para aumentar a adesão dos pacientes ao tratamento, refletindo em mais segurança e qualidade de vida.

Como ter acesso ao medicamento
Os pacientes que se enquadram nos critérios estabelecidos devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima com a receita médica devidamente emitida e assinada. Pais, responsáveis e cuidadores também podem solicitar a avaliação para substituição da insulina NPH pela glargina.

A equipe multiprofissional da unidade de saúde realizará a avaliação clínica para verificar a indicação da troca do tratamento e fornecerá orientações sobre o uso correto da insulina, a técnica de aplicação e o armazenamento adequado do medicamento.

Além dos tubetes de insulina glargina, os pacientes receberão uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos, e as agulhas necessárias para a administração do medicamento.

Produção nacional fortalece abastecimento
A transição para a insulina glargina integra uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), iniciativa que busca ampliar a produção nacional do medicamento, fortalecer o abastecimento do SUS e garantir maior segurança no fornecimento aos pacientes.

A substituição da insulina NPH será realizada de forma gradual em todo o país, permitindo que o processo ocorra com segurança e acompanhamento pelas equipes da Atenção Primária à Saúde.

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